O senador defendeu critério duplo para escolha de ministros do Supremo: saber jurídico e perfil conservador. Ele também quer frear decisões monocráticas sobre costumes e segurança.
O senador Flávio Bolsonaro, que é pré-candidato à Presidência da República, compartilhou suas visões para o Judiciário durante uma entrevista realizada na quarta-feira, 3 de junho. Ele enfatizou a importância de um duplo filtro para as indicações ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde pretende priorizar profissionais com notório saber jurídico e alinhamento com o campo conservador.
Flávio acredita que o STF deve ser composto por magistrados com um perfil técnico, focando na necessidade de frear decisões monocráticas que envolvem questões de costumes e segurança pública. Ele destacou:
“São pessoas que obviamente têm que ter o conhecimento técnico, pessoas que sejam de verdade conservadoras.”
O senador expressou sua preocupação com decisões que, segundo ele, podem impactar negativamente a sociedade, como a liberação de drogas e a autorização para o aborto. Para ele, é fundamental que os integrantes da Corte possuam uma visão alinhada aos princípios conservadores.
Além disso, Flávio fez críticas às políticas de segurança pública do governo atual e se posicionou contra a proteção de traficantes, afirmando:
“Por que o Lula tem que proteger esses caras? Eu quero proteger o seu filho, e ele quer proteger os traficantes.”
Em sua proposta, ele sugere uma abordagem de estrangulamento econômico das organizações criminosas, enfatizando que o combate efetivo ao crime organizado deve envolver medidas que asfixiem financeiramente essas quadrilhas. Ele argumentou que esses recursos são os responsáveis pela compra de armamentos e pelo domínio de territórios.
Flávio também se manifestou sobre o cenário internacional, referindo-se à proposta dos Estados Unidos de taxar produtos brasileiros em 25%. Ele revelou que enviou uma carta às autoridades norte-americanas, colocando-se à disposição para buscar uma solução para essa questão. O senador comentou:
“Vamos fazer trabalho sério. Como ele [Lula] não vai conseguir resolver tarifas, me coloco à disposição do povo brasileiro.”
Por fim, o senador avaliou que o governo Lula enfrentará novos desafios no Senado, especialmente se insistir na recondução de Jorge Messias, advogado-geral da União, que já foi reprovado anteriormente. Ele concluiu:
“Acredito que ele já foi reprovado uma vez, vai ser reprovado de novo.”
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