No dia 26 de maio de 2026, o pré-candidato à presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) realizou uma viagem significativa aos Estados Unidos, onde se encontrou com o presidente Donald Trump na Casa Branca. Este encontro é parte de sua estratégia para angariar apoio americano em sua disputa presidencial, especialmente em um momento em que seu nome enfrenta desafios nas pesquisas de intenção de voto.
A busca por apoio ocorre em um cenário delicado para Flávio, que viu sua posição nas pesquisas ser afetada após a divulgação de conversas entre ele e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O conteúdo dessas conversas levantou questões sobre a produção do filme “Dark Horse”, que retrata a vida de seu pai, Jair Bolsonaro, e revelou cobranças financeiras que colocaram em xeque sua imagem. O orçamento para a produção foi confirmado por Flávio em impressionantes R$ 134 milhões, superando até mesmo grandes produções de Hollywood.
Enquanto isso, o presidente Lula também teve um encontro com Donald Trump na Casa Branca, no último dia 6 de maio. Essa reunião, que buscou discutir estratégias e interesses mútuos entre Brasil e Estados Unidos, não havia sido confirmada oficialmente até momentos antes de acontecer, assim como ocorreu com a visita de Flávio Bolsonaro.
No encontro entre Lula e Trump, um dos principais tópicos abordados foram os minerais estratégicos, especialmente as terras raras, que são cruciais para setores como defesa, tecnologia e semicondutores. Após três horas de diálogo, Trump elogiou Lula, descrevendo-o como um homem “bom” e “inteligente”, o que sinaliza um potencial fortalecimento das relações entre os dois países.
O Itamaraty considerou a reunião uma excelente oportunidade para discutir tarifas comerciais impostas por Trump, regulamentação digital e a abertura de setores estratégicos. Essa viagem também representa uma tentativa de Lula de reposicionar o Brasil no cenário diplomático global, mantendo um diálogo aberto com Washington sem se alinhar automaticamente aos interesses americanos.
Após sua reunião, Lula visitou a embaixada em Washington e compartilhou com a imprensa que o encontro foi extremamente positivo. Ele afirmou: “As duas maiores democracias do continente podem servir de exemplo para um mundo”, classificando o encontro como um “passo importante” nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Este foi o quarto encontro entre os presidentes durante seus mandatos.
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