No dia 12 de julho de 2026, o Irã expressou sua condenação aos ataques realizados pelos Estados Unidos em seu território, afirmando que essas ações tornaram sem efeito todos os esforços diplomáticos empreendidos nos últimos meses.
O país persa acusou os EUA de violar abertamente quase todos os termos do acordo firmado em junho e de provocar o retorno da insegurança no estratégico Estreito de Ormuz. Essa informação foi divulgada em um comunicado pelo Ministério das Relações Exteriores do Irã.
“O regime dos EUA também provocou o retorno da insegurança no Estreito de Ormuz e a perturbação do transporte marítimo comercial internacional ao interferir abertamente no processo de implementação, pelo Irã, das medidas necessárias no Estreito de Ormuz”.
Em resposta a essas alegações, o Exército dos Estados Unidos anunciou que lançou uma nova série de ataques contra o Irã, com o objetivo de impedir que o país atacasse embarcações no Estreito de Ormuz. Esse anúncio foi feito às 21h GMT (18h no horário de Brasília), conforme uma publicação do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) em uma plataforma de comunicação.
O Centcom afirmou que a intenção dos ataques era evitar que o Irã ameaçasse navios comerciais e tripulações civis no Estreito. A operação militar foi iniciada às 17h (horário da costa leste dos EUA), com o objetivo de reduzir a capacidade do Irã de realizar ataques a navegantes civis e embarcações comerciais que transitam pelo local.
“Hoje, forças do Comando Central dos EUA iniciaram novos ataques contra o Irã para continuar a reduzir a capacidade iraniana de atacar navegantes civis e navios comerciais que transitam livremente pelo Estreito de Ormuz. O Comandante-em-Chefe ordenou os ataques para responsabilizar as forças iranianas”.
Essa situação tensa entre os dois países ressalta a fragilidade das relações diplomáticas e o impacto direto que ações militares podem ter sobre a segurança marítima na região. A comunidade internacional observa de perto os desdobramentos desse conflito, que pode afetar significativamente as rotas comerciais e a estabilidade no Oriente Médio.
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