A Electronic Arts (EA) confirmou que será adquirida por um consórcio de investidores por US$ 55 bilhões. Entre os participantes estão o Public Investment Fund (PIF), administrado pelo príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e a Affinity Partners, controlada por Jared Kushner, genro do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A presença desses investidores gerou preocupação entre comunidades de jogadores de títulos como Mass Effect, Dragon Age e The Sims 4, reconhecidos pela forte representação LGBTQIA+. A Arábia Saudita criminaliza relações entre pessoas do mesmo sexo, e Donald Trump é associado a iniciativas que restringiram direitos de pessoas LGBTQIA+ durante seu mandato, fatores que levantam temores de possível censura nos estúdios pertencentes à EA.
Preocupação de criadores de conteúdo
A criadora de conteúdo Kala Elizabeth lembrou que franquias da BioWare “sempre estiveram na vanguarda da representação”, citando romances queer, personagens trans e debates sobre identidade de gênero. “É revoltante termos que nos preocupar com a possibilidade de isso mudar”, afirmou.
A youtuber Kayla Sims, conhecida por vídeos de The Sims, manifestou receio de retrocessos na série. “The Sims é inclusivo há muito tempo, e pensar em qualquer retrocesso me apavora”, disse. Para ela, restringir o jogo “alienaria toda a base de jogadores” e seria “um erro estúpido e míope” por parte dos novos investidores.
Incertezas internas
Ex-roteiristas da BioWare também demonstraram inquietação. Trick Weekes, que já liderou equipes de escrita no estúdio canadense, sugeriu que demissões recentes podem ter relação com a aproximação da EA de investidores conservadores.
Em nota aos funcionários e ao público, o CEO da EA, Andrew Wilson, declarou que os “valores” da empresa “permanecem inalterados” após a venda, mas não detalhou medidas para garantir a manutenção de conteúdo inclusivo.
Imagem: Internet
Fundada em 27 de maio de 1982, a EA reúne subsidiárias como EA Sports, BioWare, Respawn Entertainment, DICE, Codemasters e EA Mobile. A sede global permanece em Redwood City, Califórnia.
Com a transação ainda sujeita a aprovações regulatórias, fãs e desenvolvedores acompanham os desdobramentos para saber se franquias como Dragon Age, Mass Effect e The Sims estarão livres de possíveis cortes de conteúdo ou mudanças na representação LGBTQIA+.
Com informações de TheGamer
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