A onda de títulos “live-service” — lançados com a promessa de atualizações constantes e receitas baseadas em microtransações — vem acumulando exemplos pouco inspiradores. A seguir, os principais casos citados por jogadores e crítica como responsáveis por manchar a imagem desse formato.
Marvel’s Avengers
Lançado em 4 de setembro de 2020 para consoles PlayStation, Xbox, Stadia e PC, o jogo da Crystal Dynamics chegou com campanha interessante e boa jogabilidade. Entretanto, a segunda metade tornou-se um grande grind, dependente de mecânicas repetitivas de serviço ao vivo e afetado por diversos bugs, o que eclipsou o conteúdo solo.
Suicide Squad: Kill the Justice League
Disponível desde 2 de fevereiro de 2024 para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, o título da Rocksteady recebeu média 59/100 no OpenCritic. Vídeos pré-lançamento destacavam fortemente o modelo de serviço, gerando receio antes mesmo da estreia. Fãs apontam que o design focado em monetização comprometeu a experiência de controlar a força-tarefa da DC.
Babylon’s Fall
Anunciado como parceria de peso entre PlatinumGames e Square Enix, chegou em 3 de março de 2022 (PC, PS4, PS5) com média 43/100 e rapidamente perdeu público. Jogabilidade, gráficos e missões pouco inspirados culminaram no encerramento completo dos servidores, transformando o jogo em um dos casos mais emblemáticos de fracasso live-service.
Anthem
Produzido pela BioWare e lançado em 22 de fevereiro de 2019 para PC, PS4 e Xbox One, teve recepção morna (61/100 no OpenCritic). Após o nível máximo, faltava conteúdo e as atualizações prometidas não chegaram a tempo. O suporte ao serviço foi oficialmente encerrado em 2026.
Concord
Previsto para 23 de agosto de 2024 no PC e no PS5, o FPS da Firewalk Studios enfrentou ceticismo logo após o primeiro trailer. Em meio a um mercado saturado de hero shooters, o rótulo live-service gerou dúvidas sobre longevidade e estratégia de monetização antes mesmo do lançamento.
Fallout 76
Lançado em 14 de novembro de 2018 para PC, PS4 e Xbox One, recebeu notas baixas e críticas a bugs, práticas de loja virtual e ausência de elementos tradicionais da série. Mesmo com melhorias posteriores, o início conturbado permanece como alerta sobre riscos do modelo.
Imagem: Internet
Skull and Bones
Após anos de promessas, o jogo de piratas da Ubisoft estreou em 16 de fevereiro de 2024 para PC e consoles de nova geração. Comparado desfavoravelmente ao conteúdo náutico de Assassin’s Creed: Black Flag, chegou com preço cheio e mecânicas consideradas pouco envolventes para sustentar um serviço contínuo.
Foamstars e Rumbleverse
Ambos ilustram como títulos nem sempre ruins podem falhar por falta de conteúdo sustentado. Foamstars (6 de fevereiro de 2024, PS4/PS5) obteve média 60/100, enquanto Rumbleverse (11 de agosto de 2022, plataformas múltiplas) ficou com 72/100. Sem planos claros de atualizações e lançados ainda “incompletos”, perderam público rapidamente e reforçaram a cautela dos jogadores com ofertas live-service.
Os casos acima mostram como erros de design, monetização agressiva ou suporte insuficiente podem transformar a proposta de jogo como serviço em sinônimo de frustração para parte da comunidade.
Com informações de TheGamer
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