Justin Sun diz que a World Liberty, ligada a Donald Trump, ocultou cidadania de donos nos Emirados. Seus advogados pediram sanções após descoberta no litígio por US$45 milhões.
Justin Sun acusou a empresa de criptomoedas World Liberty Financial, ligada ao presidente Donald Trump, de ocultar cidadania dos Emirados Árabes Unidos para escapar de sua ação federal. O fundador da Tron afirmou em 3 de novembro que seus advogados haviam pedido sanções contra a World Liberty Financial e contra os advogados da companhia após a empresa revelar vínculos de propriedade estrangeira meses dentro do litígio envolvendo sua ação de US$45 milhões.
Segundo a comunicação de Sun, a descoberta das conexões com cidadãos ou entidades dos Emirados ocorreu apenas meses após o início do processo, quando já tramitava uma disputa sobre valores avaliados em US$45 milhões. A alegação central é que a omissão dessas informações de cidadania e de propriedade teria sido uma tentativa de frustrar os mecanismos legais da ação federal movida por Sun.
Os pedidos de sanção, conforme informado por Sun em 3 de novembro, foram direcionados tanto à empresa quanto às equipes jurídicas que a representam. A solicitação de medidas punitivas por parte dos advogados de Sun reflete a estratégia processual de responsabilizar não apenas a pessoa jurídica, mas também os representantes legais por eventuais condutas de má-fé ou de ocultação de dados relevantes ao processo.
O caso envolve elementos sensíveis à transparência societária e à jurisdição: a alegada ocultação de propriedade estrangeira tem implicações sobre a capacidade de execução de decisões judiciais e sobre como as partes são alcançáveis em processos federais. A afirmação de que a World Liberty Financial teria vínculos com cidadãos dos Emirados reaparece como ponto central na disputa e motivou o pedido formal de sanções em 3 de novembro.
Para investidores e profissionais do mercado cripto, o episódio destaca a importância de verificação rigorosa de estruturas de propriedade e de conformidade jurídica antes de firmar negócios ou de considerar exposições financeiras. Em sentido prático, ações judiciais que alegam omissão de informações societárias tendem a elevar riscos legais e reputacionais, além de afetar negociações e parcerias.
O desdobramento do pedido de sanções e qualquer decisão sobre medidas disciplinares ficarão sujeitos ao juiz que conduz o processo federal. Enquanto isso, a acusação de Justin Sun e o pedido protocolado por seus advogados permanecem como elementos formais do litígio envolvendo a World Liberty Financial e a disputa de US$45 milhões.
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