Na noite de quarta-feira, 27 de maio de 2026, um marco importante foi alcançado na Câmara dos Deputados com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala 6×1. O presidente Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, expressaram sua satisfação em relação a essa conquista, que promete trazer mudanças significativas para a vida dos trabalhadores brasileiros.
Após a votação, Hugo Motta descreveu o momento como um “momento histórico” e ressaltou que essa proposta representa a maior transformação para os trabalhadores desde a promulgação da Constituição de 1988. Em seu discurso, Motta enfatizou a importância de abordar três pilares fundamentais: a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a garantia de dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores.
“Assumi esta condução com todo equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros”, afirmou Motta. “Tempo livre também é dignidade humana – e dignidade é fundamento da Constituição brasileira.”
O deputado também destacou que a aprovação da PEC terá um impacto positivo, especialmente para as mulheres, ao proporcionar maior liberdade de escolha em relação ao tempo livre. Essa mudança é vista como um avanço civilizatório que, segundo Motta, sempre enfrenta resistências, mas que deve ser perseguido em prol do bem-estar da sociedade.
Além disso, Motta comparou as críticas de empresários à proposta com as resistências enfrentadas em momentos históricos, como o fim da escravidão no Brasil e a criação da Carteira de Trabalho. Segundo ele, a história demonstra que mudanças significativas sempre foram acompanhadas de desafios e que o Brasil deve optar pelo progresso.
O presidente Lula também se manifestou nas redes sociais, celebrando a aprovação da PEC como uma “conquista histórica e civilizatória”. Ele reafirmou o compromisso do governo federal com essa mudança, que promete beneficiar os trabalhadores brasileiros.
“Agradeço ao presidente Hugo Motta e também o apoio decisivo dos parlamentares que construíram ampla maioria na Câmara”, disse Lula.
A votação foi expressiva, com 472 votos a favor e apenas 22 contrários no primeiro turno, e 461 votos favoráveis e 19 contrários no segundo turno. A proposta agora segue para o Senado Federal, onde será discutida e poderá significar um novo capítulo na história das relações de trabalho no Brasil.
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