Experimentei a demo no Tokyo Game Show: três fases com dois protagonistas — um focado em tiros à distância e outro em combate corpo a corpo e defesa. As diferenças transformam a jogabilidade sem apagar o DNA clássico.
Joguei Mega Man: Dual Override no estande do Tokyo Game Show e saí com a sensação de que a franquia recebeu alterações reais, sem perder o DNA clássico. A demonstração permitiu experimentar as três primeiras fases com os dois protagonistas: Mega Man, orientado ao combate à distância, e Proto Man, focado em ações corpo a corpo e defesa. As diferenças entre eles não são cosméticas — cada um traz uma forma de jogar distinta e complementar.
Mega Man manteve o estilo que muitos reconhecem: tiroteios de Mega Buster que permitem controlar a distância quando os inimigos apertam. Proto Man exigiu mais aproximação e, por isso, me pareceu mais desafiador no início, mas ele recebe uma vantagem valiosa: uma investida que ajuda a transpor trechos de plataforma mais complexos. Testar ambas as abordagens deixou claro que o design das fases foi pensado para que os dois estilos se complementem.
O nível de dificuldade segue a tradição da série; enfrentei trechos em que morrer repetidas vezes fez parte do aprendizado. Muitas vezes eu descobria a posição de inimigos em uma tentativa e conseguia limpar o caminho na seguinte — um ciclo que a equipe de desenvolvimento explicou como proposital. Em entrevista, a equipe mencionou sua intenção com esse ritmo de progressão e afirmou:
“feel a sense of accomplishment in bite-sized chunks”
Entre as novidades estão os Upgrade Chips e o Override System. Há mais de 50 chips disponíveis para equipar tanto Mega Man quanto Proto Man, permitindo moldar habilidades ao seu estilo. O Override System se manifesta ao encher a Override Gauge: com Mega Man, por exemplo, libera um disparo carregado devastador; com Proto Man, amplia a utilidade do escudo para varrer grupos de inimigos. O ganho momentâneo é poderoso, mas não sem custo — ao fim do período de Override, ambos entram em um estado vulnerável que restringe certas habilidades, exigindo uso estratégico.
As fases que joguei estavam bem construídas: inimigos posicionados com precisão, plataformas que testam reflexos e espaços onde a leitura de padrões é recompensada. Visualmente, o jogo entregou um acabamento caprichado e animações que ajudam a tornar o combate claro mesmo nas situações mais caóticas. A proposta de customização com chips junto ao sistema Override mostra que a equipe se empenha em evoluir a fórmula sem quebrar o equilíbrio clássico.
Capcom é desenvolvedora e publicadora do título, com lançamento previsto para 2027. O jogo é um action-adventure side-scroller de plataforma, para um jogador. Saio do hands-on convencido de que Dual Override vai exigir paciência e habilidade, mas também oferecerá momentos de satisfação reais quando as sequências forem dominadas — e estou ansioso para conferi-lo por completo quando for lançado em 2027.
Fonte: The Gamer – Games
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