A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Emendatio na manhã desta quinta-feira, 9, com o intuito de investigar o ex-deputado federal Chiquinho Brazão. Ele é suspeito de estar envolvido em um esquema de desvio de emendas parlamentares.
A operação é um desdobramento das investigações relacionadas ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Chiquinho e seu irmão, Domingos Brazão, já foram condenados pela Justiça como mandantes desse crime, o que torna as investigações ainda mais relevantes.
“O trabalho da Polícia Federal é fundamental para garantir a responsabilização de todos os envolvidos em crimes graves como este.”
Durante a operação, a PF cumpriu dois mandados de prisão. Um dos detidos foi Raphael da Silva Gonçalves, ex-assessor de Domingos Brazão, que foi preso em sua residência na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O outro alvo, Robson Calixto Fonseca, conhecido como Peixe, já estava preso devido a sua condenação no caso Marielle.
No total, 60 policiais federais participaram da operação, cumprindo 21 mandados de busca e apreensão que foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Esses mandados visam coletar novas provas e identificar outros possíveis envolvidos no esquema de desvio de emendas.
A investigação aponta que os suspeitos utilizavam organizações da sociedade civil (OSC), além de pessoas físicas e empresas, para movimentar dinheiro e ocultar patrimônio. A PF alega que existia um esquema de superfaturamento, conluio entre empresas nas cotações de preços e inexecução de contratos nas parcerias com as OSCs que estão sendo investigadas.
As medidas de busca e apreensão têm como objetivo aprofundar a análise financeira e patrimonial dos investigados, além de buscar recuperar ativos que estejam relacionados aos crimes cometidos. A operação busca trazer à luz toda a verdade por trás desse esquema e assegurar que a justiça seja feita.
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