Na última terça-feira, 30/05, parlamentares do Psol e da Rede Sustentabilidade tomaram a iniciativa de acionar a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Essa ação surge após o governo dos Estados Unidos classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Na representação, os deputados da base governista acusam Flávio de utilizar seu mandato para promover o que denominam de “atentado à democracia”, ao supostamente buscar interferência estrangeira em assuntos internos do Brasil. Com isso, pedem a abertura de uma investigação por possíveis atentados à soberania nacional.
“A classificação do PCC e do CV como organizações terroristas pelo governo norte-americano neste momento não constitui ato meramente declaratório ou simbólico”, afirmaram os aliados de Lula. “É antes mais um passo nessa longa história de pedidos de intervenção da família Bolsonaro contra o Brasil e contra sua soberania.”
Os parlamentares também argumentam que a decisão dos Estados Unidos pode abrir portas para medidas econômicas e até intervenções previstas na legislação americana. Segundo eles, a classificação não apenas permite a imposição de sanções econômicas a instituições financeiras brasileiras, mas também, sob a legislação interna dos EUA, pode possibilitar intervenções militares em áreas de atuação dessas organizações criminosas, sem a autorização do governo brasileiro.
Em resposta a essas alegações, a coordenação da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro se posicionou, classificando a iniciativa como uma tentativa da esquerda brasileira de utilizar o Judiciário como uma extensão de seu projeto político. A equipe de Flávio rebateu a acusação de afronta à soberania nacional, destacando que sua atuação visa ampliar a cooperação internacional no combate ao crime organizado.
“É inaceitável que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo”, ressaltou a equipe de Flávio. “O mesmo campo político que hoje clama por ‘soberania’ foi o que, durante anos, viajou o mundo denunciando o próprio país e buscando interferência estrangeira por razões ideológicas.”
Ao se encontrar com Donald Trump, Flávio solicitou ao presidente norte-americano que a classificação do PCC e do CV como terroristas fosse formalizada. A equipe de Flávio reafirmou que continuará defendendo medidas voltadas ao enfrentamento das facções criminosas e que a classificação dessas organizações como terroristas não representa uma ameaça à soberania do país.
“Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção”, finalizou a equipe. “A soberania nacional serve para garantir a segurança do cidadão de bem, e não para servir de escudo a quem aterroriza o povo.”

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