Pokémon Champions, novo jogo gratuito da franquia lançado para Nintendo Switch 1 e 2, promete ser uma plataforma dedicada exclusivamente a batalhas PvP online, sem a necessidade de colecionar insígnias ou criar Pokémon do zero. Mas, segundo análise publicada pelo IGN, o título chega com conteúdo limitado, visual desatualizado e estrutura fortemente inspirada em jogos mobile — o que compromete sua proposta.
Sistema de batalha familiar, mas com opções escassas
O jogo utiliza o sistema clássico de batalhas por turnos da série, com equipes de seis Pokémon para escolher. Os formatos disponíveis são batalhas simples (3v3) ou duplas (4v4), com escolha simultânea de movimentos. Não há opção de trazer todos os seis Pokémon ao mesmo tempo para o campo, e o jogo não oferece absolutamente nenhum modo para um único jogador — sem desafios offline, sem gauntlets de líderes de ginásio, sem nada fora do PvP online.
Apenas 186 Pokémon disponíveis no lançamento
O plantel do jogo conta com apenas 186 Pokémon, número considerado baixo para um título focado em batalhas competitivas. Personagens populares como Rillaboom, Mewtwo e Mew estão ausentes, assim como a grande maioria das formas lendárias e praticamente todas as evoluções iniciais. Para se ter uma ideia do impacto no cenário competitivo: dos 22 Pokémon que compuseram as equipes da divisão Masters do Campeonato Mundial de Pokémon de 2025, apenas três estão disponíveis em Champions.
A lista de itens seguráveis também foi apontada como insuficiente. A maioria se resume a frutas de cura ou itens que potencializam tipos específicos de golpes. Itens amplamente usados no competitivo de alto nível, como Power Herb, Choice Specs e Air Balloon, estão todos fora do jogo. Com o Campeonato Mundial de Pokémon de 2025 previsto para o final de agosto, há dúvidas sobre se o título estará em condições de servir como plataforma oficial de batalhas até lá.
Estrutura de jogo mobile já aparece antes mesmo do app chegar
Embora a versão mobile ainda não tenha sido lançada — está prevista para ainda este ano —, a lógica de negócios desse modelo já é evidente no jogo para Switch. O sistema de recrutamento de Pokémon funciona como um gacha: há uma rolagem gratuita por dia, e os monstros disponíveis mudam em um pool rotativo. É possível adquiri-los permanentemente com Victory Points (VP) ou alugá-los gratuitamente por períodos de sete dias. Tickets especiais, obtidos ao cumprir objetivos, permitem reduzir o tempo de espera entre as rolagens.
Existem ainda múltiplas moedas virtuais, temporizadores e um pacote inicial pago de US$ 7. Por enquanto, os VP só podem ser obtidos ao completar missões diárias, semanais e especiais, ou ao competir no modo ranqueado — sem opção de compra direta. As batalhas casual, ranqueada e privada são todas gratuitas.
Visual abaixo do esperado para um jogo focado em combate
Do ponto de vista gráfico, os modelos dos Pokémon foram descritos como sem textura e sem detalhamento adequado. Os golpes variam muito em qualidade: enquanto o Hyper Beam impressiona, o Body Slam mostra o Pokémon simplesmente subindo e descendo em animação estática. Comparações feitas com Pokémon: Let’s Go Pikachu/Eevee, de 2018, indicaram poucas diferenças visuais perceptíveis.
Sala de Treinamento é o ponto positivo
Um aspecto bem avaliado foi a Sala de Treinamento, que permite ao jogador gastar VP para ajustar estatísticas individuais dos Pokémon, trocar movimentos, alterar habilidades especiais e mudar a natureza. As modificações ficam restritas ao Champions e não são transferidas caso o Pokémon seja enviado para outro jogo. A ressalva é que todas essas alterações exigem gasto de VP, o que levanta preocupações caso a moeda passe a ser comercializada diretamente no futuro.
Pokémon Champions também permite importar monstros de jogos anteriores via Pokémon Home, processo descrito como simples tanto na importação quanto no envio de volta. Apesar de bugs presentes desde o lançamento, o desenvolvedor The Pokémon Works tem trabalhado para corrigi-los.
A análise completa está disponível no IGN.
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