A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 1°, a Operação Galho Fraco II, que representa a terceira fase da Operação Rent a Car. Esta operação investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio de cotas parlamentares. A nova fase da operação foca em pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), que é o líder do PL na Câmara dos Deputados. Importante ressaltar que o parlamentar não está entre os alvos da ação.
As cotas parlamentares são valores mensais destinados a deputados e senadores, com o intuito de cobrir despesas relacionadas ao exercício de seus mandatos. Isso inclui passagens aéreas, hospedagens, alimentação, manutenção do gabinete e contratação de consultorias, sendo recursos adicionais ao salário dos congressistas.
A Operação Galho Fraco II tem como meta aprofundar as investigações sobre a possível prática de crimes como peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. As medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo cumpridas no Distrito Federal, além dos Estados de Goiás e Minas Gerais, reforçando a abrangência da investigação.
A PF revelou que as investigações apontam indícios de um possível esquema envolvendo agentes públicos, particulares e empresas que, supostamente, foram utilizadas para dar uma aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Além disso, existem indícios de tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual.
Nas fases anteriores da operação, que já geraram desdobramentos significativos, a PF identificou irregularidades na contratação de uma empresa de locação de veículos com recursos da cota parlamentar. Durante essa etapa, tanto Sóstenes quanto o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) foram alvos de mandados de busca e apreensão, além de assessores e advogados dos parlamentares.
“Eu vendi um imóvel e recebi. Era dinheiro lacrado, tudo normal”, afirmou Sóstenes, em resposta às investigações. Ele destacou que os recursos encontrados em um endereço ligado a ele, totalizando R$ 470 mil em dinheiro vivo, eram provenientes da venda de um imóvel. “Não tem nada de ilegalidade quanto a isso”, garantiu.
Sóstenes acrescentou que, devido à sua intensa rotina de trabalho, não realizou o depósito imediato do dinheiro, explicando que a quantia foi guardada em seu flat em Brasília. “Ninguém pega o dinheiro ilícito e bota em casa. Eu guardei dentro do guarda-roupa”, enfatizou, buscando esclarecer a situação.
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