Pragmata, novo jogo de ação em terceira pessoa desenvolvido e publicado pela Capcom, chega em 17 de abril de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X/S e PC, classificado para maiores de 13 anos. A produção aguardada há anos recebeu nota 8 de 10 da publicação especializada Game Informer, que destacou a mecânica dual de hacking e tiro como o principal diferencial do título.
O jogo acompanha Hugh, um especialista enviado a uma base lunar corporativa onde ambientes impressos em 3D, robôs e outros objetos são produzidos a mando de uma empresa moralmente questionável sediada na Terra. Após uma chegada desastrosa à instalação, Hugh é forçado a se aliar a um robô de tecnologia avançada que ele batiza de Diana — uma máquina com aparência e maneirismos de uma menina pequena. Enquanto Diana possui a capacidade de hackear os robôs inimigos, Hugh acumula um arsenal de armas cada vez mais destrutivas. Juntos, os dois percorrem o habitat lunar enquanto enfrentam autômatos de proporções crescentes.
Mecânica que une hacking e tiro simultaneamente
O grande destaque de Pragmata está na integração de dois sistemas que funcionam ao mesmo tempo durante os combates. Ao mirar em um inimigo, o jogador pode tanto disparar com armas convencionais quanto utilizar os botões do controle para navegar por uma grade e hackear o oponente, enfraquecendo-o em tempo real. O sistema ainda conta com melhorias adicionais que ampliam as possibilidades de ataque, retardo e destruição dos inimigos.
Os confrontos ocorrem em arenas fechadas, com diferentes tipos de robôs que possuem pontos fracos específicos, ataques variados e mecanismos de defesa próprios. O desafio de manter o processo de hacking ativo enquanto se desvia dos ataques e atira nos adversários é apontado como um dos elementos mais envolventes da experiência, especialmente quando o jogo introduz variáveis como inimigos imprevisíveis ou grades que sofrem falhas durante a navegação.
Ambientação na Lua com cenários artificiais elaborados
O ambiente da estação espacial é descrito como estéril e um pouco monótono nas primeiras horas, mas o cenário ganha vida por meio de espaços artificiais elaborados que os jogadores percorrem ao longo da trama — de uma réplica de Nova York a uma orla oceânica holográfica. O contraste entre as paredes de laboratório e elementos como uma floresta impressa em 3D com aparência realista cria um visual intrigante para os encontros.
Entre as batalhas, Hugh e Diana retornam a um abrigo para melhorias de personagem e armamento, além de momentos de interação entre os dois. A dinâmica de pai e filha é descrita como emocionalmente eficaz, ainda que um pouco exagerada. A narrativa, por sua vez, não aprofunda questões sobre os riscos da inteligência artificial ou de experiências artificiais, limitando-se a um escopo mais íntimo centrado na dupla.
Estrutura linear com segredos escondidos e modo pós-jogo
Pragmata adota um caminho crítico majoritariamente linear, mas cada área da estação espacial esconde salas secretas, desafios de combate extras, plataformas de travessia e outros segredos que contribuem para a progressão. O mapa interno do jogo é apontado como pouco eficiente para auxiliar na navegação, embora um sistema de radar facilite a localização de itens durante a exploração.
A mecânica dupla começa a perder novidade nas horas finais, e alguns combates tornam-se repetitivos. No entanto, o jogo não se estende além do necessário: uma campanha completa dura cerca de 15 horas e encerra com um desfecho satisfatório. O título ainda oferece missões de treinamento desafiadoras, modo New Game+ e um modo pós-jogo adicional voltado a batalhas e recompensas para quem busca completar tudo.
Os visuais futuristas são apontados como um acerto estético, enquanto a mecânica de combate inventiva e a parceria entre Hugh e Diana são destacados como os pontos mais fortes de uma produção que, segundo a análise do Game Informer, ousa experimentar com sistemas pouco convencionais para o gênero de atiradores em terceira pessoa.
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