O Ministério da Justiça e Segurança Pública inaugura HOJE o Escritório Nacional Antifacção no Rio de Janeiro. Esta nova estrutura visa fortalecer a integração entre a União, o estado do Rio e os municípios fluminenses no combate ao crime organizado.
Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a presença constante do escritório no Rio de Janeiro é essencial, uma vez que o estado representa desafios significativos para a segurança pública no Brasil. O ministro destacou que o Rio de Janeiro sintetiza diversas transformações do crime organizado contemporâneo, caracterizadas por formas sofisticadas de controle territorial que combinam violência, exploração econômica, lavagem de dinheiro e infiltração em atividades econômicas e institucionais.
“Foi aqui que vimos surgirem algumas das principais transformações do crime organizado contemporâneo”, afirmou o ministro.
A inauguração deste escritório é uma das estratégias do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, que já conta com unidades semelhantes em São Paulo e Foz do Iguaçu (PR). Além disso, as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro também receberam sedes regionais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
O Secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, ressaltou a importância do Coaf dentro do programa, afirmando que a asfixia financeira das facções é um dos principais eixos de atuação. Ele declarou: “Se o objetivo final das organizações criminosas é o lucro, e se o lucro financia as ações violentas, a gente tem que fechar esse gargalo.”
“Estamos levantando com a Anatel todas as operadoras de telefonia e internet que trabalham para o crime organizado”, disse Lucas.
O Escritório Antifacção do Rio de Janeiro permitirá que o governo federal forneça mais apoio logístico às forças de segurança estaduais durante operações e auxiliará outros estados na luta contra as organizações criminosas originadas no Rio de Janeiro.
“Não é justo que o Rio de Janeiro suporte essa despesa e todas essas operações sem o apoio da União. O escritório trabalhará em nível estratégico de inteligência para apoiar outras unidades da federação”, destacou o secretário.
Além disso, o Secretário Nacional de Políticas Penais, André Garcia, anunciou que o governo federal reforçará a segurança nos presídios do estado, fornecendo equipamentos e treinando policiais penais com protocolos adotados em presídios federais de segurança máxima. Garcia informou que 138 presídios em todo o país foram selecionados para receber essas ações, incluindo as principais unidades penitenciárias do Rio de Janeiro, e que operações regionais e nacionais ocorrerão mensalmente.
“Neles, encontramos quase 80% das lideranças criminosas do nosso país”, concluiu Garcia.
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