O ex-ministro e senador eleito pela Bahia afirmou que a próxima etapa da disputa terá dinâmica própria, definida pela aversão dos eleitores. Segundo ele, os votos serão guiados mais por quem não querem do que por apoios.
O ex-ministro da Casa Civil e senador eleito pela Bahia, Rui Costa (PT), afirmou nesta segunda-feira (5) que o segundo turno presidencial representa uma etapa totalmente diferente da primeira fase da disputa e que, nessa etapa, a rejeição será determinante para o resultado do pleito marcado para o dia 25 de outubro.
Rui Costa, que é um dos aliados mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ressaltou que comparar desempenhos do primeiro turno não reflete a dinâmica do segundo, quando a escolha dos eleitores tende a ser orientada sobretudo por quem eles não querem ver eleito. A declaração chamou atenção para a estratégia que deverá orientar campanhas e movimentações políticas até a data do segundo turno.
“O segundo turno é outra eleição. As pessoas ficam comparando (os desempenhos), mas não tem comparação. Agora, é medir rejeição. Então, o que é mais forte para as pessoas decidirem é quem ela não quer. Quem tiver, ao final, uma rejeição mais alta perde a eleição, é assim que funciona”
No primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve 56.104.503 votos, o que corresponde a 47,03% dos votos válidos. Luiz Inácio Lula da Silva teve 53.879.538 votos, equivalentes a 45,16% dos votos válidos. O petista registrou uma diferença de 3.379.966 votos a menos do que no primeiro turno de 2022, dado que pode ser considerado por analistas e equipes de campanha ao traçar cenários para o segundo turno.
A declaração de Rui Costa aponta para duas tarefas práticas e imediatas para as campanhas: medir e reduzir níveis de rejeição entre eleitores indecisos ou opositores potenciais; e articular mensagens e iniciativas que busquem aumentar a aceitação sem alienar bases consolidadas. Na visão expressa pelo senador, o foco central nesses 20 dias que antecedem o segundo turno será a percepção negativa que cada lado carrega perante parcelas do eleitorado.
Para eleitores, assessores e coordenadores de campanha, a observação serve como um guia prático: ações que diminuam motivos de rejeição — seja por comunicação mais clara, seja por posicionamentos estratégicos — podem ser tão decisivas quanto a mobilização do voto favorável. Com o pleito fixado para o dia 25 de outubro, a disputa seguirá com atenção concentrada em como cada candidatura vai gerir sua aceitação e enfrentar críticas que afetam a rejeição.


Fonte: InfoMoney – Mercado
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