Dois senadores dos Estados Unidos solicitaram que o Departamento do Tesouro examine com rigor a venda da Electronic Arts (EA) para um grupo de investimentos que conta com participação de capital proveniente da Arábia Saudita.
Quem enviou o pedido? Os parlamentares Richard Blumenthal e Elizabeth Warren remeteram uma carta ao Comitê de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS), órgão ligado ao Tesouro, expressando “profunda preocupação” com possíveis riscos de segurança nacional.
Por que a operação gera desconfiança? O consórcio comprador inclui as gestoras Silver Lake e Affinity Partners. Esta última foi fundada e é liderada por Jared Kushner, genro do ex-presidente Donald Trump. Para os senadores, o negócio representa “uma privatização sem precedentes” de uma grande companhia norte-americana de tecnologia e entretenimento, e poderia abrir caminho para influência saudita em decisões estratégicas da EA.
O que os senadores pedem? Blumenthal e Warren solicitaram que o CFIUS avalie minuciosamente todos os detalhes da transação, sublinhando temores sobre eventual perda de transparência nas operações da desenvolvedora de jogos. Eles também apontam riscos de que dados sensíveis fiquem sob controle estrangeiro.
Próximos passos
Imagem: Electric Arts
Cabe ao comitê do Tesouro decidir se abrirá investigação formal, cenário considerado provável pelos parlamentares. Em casos anteriores, como a compra da Activision Blizzard pela Microsoft, análises do CFIUS e de outros órgãos federais resultaram em longos trâmites regulatórios.
Até o momento, nem a EA nem os fundos envolvidos se pronunciaram publicamente sobre o pedido de escrutínio adicional.
Com informações de Flow Games
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