A Silicon Network interrompeu novos depósitos via bridge e iniciou o encerramento em 2/9/2026. Usuários têm até 31/12 para retirar quase US$9,75 mi (≈R$56,55 mi) que permanecem on-chain. Infraestrutura e explorer serão desligados.
A Silicon Network, uma camada 2 da Ethereum, interrompeu novos depósitos via bridge e iniciou o processo de encerramento em 2 de setembro de 2026, abrindo uma janela de retirada que se fecha em 31 de dezembro. A rede informou que quase US$ 9,75 milhões (aproximadamente R$ 56,55 milhões ao câmbio de R$ 5,80) permanecem on-chain; o que não for retirado antes do prazo corre risco de se tornar irrecuperável quando a infraestrutura e o explorer forem desligados.
A Silicon foi construída com Polygon CDK e está conectada ao Agglayer, protocolo de agregação de liquidez entre redes que usam essa arquitetura. A rede estava integrada à Korbit, uma das principais exchanges sul-coreanas, e sustentava a Korbit Web3 Wallet — carteira que dava acesso a DeFi e dApps para clientes da corretora e que também está sendo descontinuada menos de dois anos após o lançamento.
Segundo dados do L2Beat, a composição dos cerca de US$ 9,75 milhões é a seguinte: US$ 2,66 milhões em USDC (R$ 15,43 milhões), US$ 2,54 milhões em WBTC (R$ 14,73 milhões), US$ 2,08 milhões em ETH (R$ 12,06 milhões) e US$ 1,85 milhão em USDT (R$ 10,73 milhões). Esses saldos mantêm formatos e riscos distintos de retirada conforme a origem dos tokens.
Tokens originalmente transferidos a partir da Ethereum podem retornar à mainnet durante a janela de retirada, enquanto usuários que guardam ativos em carteiras externas precisarão iniciar o processo manualmente, ter ETH suficiente para pagar gas e concluir a finalização antes do corte — um mecanismo já discutido em coberturas sobre camadas 2 e seus riscos de escalabilidade.
Os tokens emitidos diretamente na Silicon enfrentam restrições mais severas: eles não podem ser bridged diretamente para a Ethereum e dependem da liquidez que permanecer dentro da própria rede. A Silicon alerta que swaps ou saques podem ficar difíceis ou impossíveis à medida que a atividade da cadeia diminui, condição detalhada na página oficial de encerramento do serviço.
Do ponto de vista de custódia, a Silicon se descreve como um serviço não custodial: a custódia e a retirada dos ativos são administradas por cada usuário e não pela rede. A documentação informa que, uma vez que o serviço for totalmente encerrado, os ativos que não forem movidos não poderão ser recuperados, e que decisões sobre como lidar com tokens nativos ficarão a critério e risco exclusivo dos detentores.
O episódio acontece em meio a uma crescente concentração no mercado de escalabilidade da Ethereum: Base e Arbitrum somam juntas cerca de US$ 24,7 bilhões (R$ 143,26 bilhões), mais de 80% dos aproximadamente US$ 30,5 bilhões (R$ 176,9 bilhões) mantidos nas redes Ethereum acompanhadas pelo L2Beat. Esse cenário reforça que pequenas camadas 2 podem enfrentar pressões de liquidez e competição ao buscar oferecer valor além de execução mais barata.
Para quem precisa agir: priorize retirar ativos que podem ser movidos de volta à mainnet, verifique saldos e a necessidade de ETH para gas, e avalie rapidamente a liquidez de tokens nativos da Silicon, pois a janela de retirada se fecha em 31 de dezembro e o risco de perda é real se a cadeia for desligada.

Fonte: CriptoFacil
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