A mudança da série Final Fantasy da Nintendo para o primeiro PlayStation não ocorreu apenas por questões técnicas ou comerciais. Em entrevista ao site GameSpot, o ex-executivo da Sony Shuhei Yoshida afirmou que a empresa recorreu a muita “bajulação” e adaptação de práticas internas para convencer a então Squaresoft a lançar seus jogos com exclusividade no PS1.
Quem
O relato foi feito por Shuhei Yoshida, que atuava no licenciamento de títulos third-party ao lado de Ken Kutaragi, considerado o “pai” do PlayStation.
O que
Segundo Yoshida, a Sony investiu em encontros, jantares e sessões de karaokê com executivos da Squaresoft para mostrar que seria uma parceira confiável e de fácil relacionamento. Paralelamente, a companhia alterou suas próprias políticas para valorizar publicamente os desenvolvedores.
Quando e onde
Os esforços ocorreram durante a metade da década de 1990, período que antecedeu o lançamento de Final Fantasy VII (1997) exclusivamente no PlayStation original.
Como
Yoshida relata que, após “muitos elogios” e encontros sociais, a equipe da Sony conseguiu transmitir segurança à Square. Além disso, a gigante japonesa prometeu exibir o nome real dos criadores nos créditos e facilitar entrevistas à imprensa — algo pouco comum na época, quando pseudônimos eram usados para evitar assédio de estúdios concorrentes.
Imagem: Square Enix
Por quê
A combinação de reconhecimento público aos desenvolvedores e o relacionamento próximo foi decisiva para que a Squaresoft encerrasse uma parceria de anos com a Nintendo. A mudança resultou em quase uma dezena de lançamentos da franquia Final Fantasy e outros títulos da empresa em caráter exclusivo ou prioritário para o PlayStation.
A estratégia de aproximação, de acordo com Yoshida, exemplifica como as relações interpessoais e a valorização de talentos influenciaram decisões de mercado na indústria de jogos dos anos 1990.
Com informações de Flow Games
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