Mais um suspeito de participar do atentado contra o tenente da Rota, Ronickson Pimentel dos Santos, foi morto por policiais da mesma tropa em Peruíbe, no litoral sul de São Paulo. A ocorrência foi registrada no fim da noite de quinta-feira (2) e confirmada na manhã desta sexta-feira (3).
O homem foi identificado como Elenilson Misael Da Silva, conhecido como “Galego”, que supostamente era integrante do PCC. A situação em torno do atentado ao tenente tem gerado repercussões significativas.
Na quarta-feira (1º), outro suspeito, que também foi apontado como participante do atentado, foi morto na zona leste de São Paulo, após uma suposta troca de tiros com agentes da corporação. A Polícia Militar esclareceu que recebeu uma denúncia de que o homem teria “participação indireta” na morte do policial. “A Polícia Militar esclarece que não atribui ao homem morto nesta quarta-feira (1º) a condição de suspeito da tentativa de homicídio contra o Tenente Pimentel. As equipes da PM foram ao local, em Guaianases, para averiguar denúncia sobre eventual participação indireta no crime. Durante a abordagem, o indivíduo reagiu armado contra os policiais e foi atingido na intervenção”, informou a corporação.
O atentado contra Ronickson Pimentel ocorreu quando ele estava parado em sua moto em um semáforo em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo, no último sábado (27). O policial foi surpreendido por criminosos que se aproximaram em dupla, também em uma motocicleta, e abriram fogo contra ele.
Após o ataque, o tenente foi socorrido pelo helicóptero Águia e permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. A gravidade da situação do policial é uma preocupação para as autoridades locais.
Dois homens suspeitos de envolvimento no crime foram presos temporariamente no domingo (28). Eles são investigados por fornecerem cobertura logística para os autores dos disparos, que ainda estão foragidos. Nesta quarta-feira, a polícia também informou que identificou o suspeito que efetuou os disparos.
O atentado foi planejado há pelo menos três meses, de acordo com o secretário da Segurança Pública do Estado, Nico Gonçalves. Em conversa com a imprensa, o chefe da pasta revelou que as investigações indicaram que um dos suspeitos já monitorava a casa do policial antes do ataque. “Isso aconteceu há uns três meses”, afirmou o secretário.

