Um vídeo que circula nas redes sociais capturou o momento em que o primeiro-tenente da Rota, Ronickson Pimentel dos Santos, foi baleado na manhã de sábado, dia 27 de junho de 2026. O incidente ocorreu na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na região do ABC Paulista, durante uma tentativa de homicídio.
No registro, observa-se o tenente parado em um semáforo, quando os suspeitos chegam em uma motocicleta e disparam contra ele. De acordo com informações da Polícia Militar (PM), o oficial foi atingido por diversos disparos. Imediatamente, ele recebeu os primeiros atendimentos de equipes de resgate no local e, devido à gravidade de sua condição, foi transportado pelo helicóptero Águia para uma unidade médica.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, expressou sua indignação em relação ao ocorrido e afirmou que determinou prioridade máxima às forças de segurança para a identificação e prisão dos responsáveis por esse ataque. Em uma publicação nas redes sociais, o governador destacou a gravidade da situação, afirmando que ataques contra policiais representam uma ameaça à sociedade e que o Estado não recuará no combate à criminalidade.
“Recebi com profunda indignação a notícia do atentado contra o tenente da ROTA Ronickson Pimentel dos Santos, nesta manhã. Minha solidariedade à sua família, aos amigos e a todos os irmãos de farda neste momento de angústia. Determinei às nossas forças de segurança prioridade…”
Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, que foi uma das vítimas do sequestro mais longo da história de São Paulo, ocorrido em outubro de 2008. Naquela ocasião, o auxiliar de produção Lindemberg Alves invadiu um apartamento em Santo André e manteve quatro adolescentes reféns, incluindo Eloá, que tinha apenas 15 anos e era sua ex-namorada.
O sequestro se estendeu por cerca de 100 horas e ganhou ampla cobertura da mídia. O desfecho ocorreu em 17 de outubro de 2008, quando o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) invadiu o imóvel. Durante a ação, tiros atingiram Eloá e sua amiga Nayara Rodrigues da Silva. Eloá faleceu no dia seguinte devido aos ferimentos, enquanto Lindemberg foi preso sem ferimentos.

