A Polícia Militar do Estado de São Paulo prendeu os suspeitos envolvidos no ataque ao primeiro-tenente da Rota, Ronickson Pimentel dos Santos. O crime ocorreu no sábado, dia 27 de junho, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na região do ABC Paulista. As autoridades tratam a ação como uma tentativa de execução, evidenciada por imagens registradas por câmeras de segurança.
As filmagens mostram o momento em que o tenente estava parado em sua motocicleta em um semáforo. Criminosos se aproximaram em uma moto vermelha com placa do Rio de Janeiro, emparelhando-se com a vítima e efetuando diversos disparos. Ronickson recebeu os primeiros atendimentos no local, mas devido à gravidade dos ferimentos, foi transportado pelo helicóptero Águia para o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, expressou sua profunda indignação em relação ao ataque e determinou prioridade máxima para as forças de segurança na identificação e prisão dos responsáveis. Em suas redes sociais, Tarcísio prestou solidariedade à família do tenente e reafirmou que o Estado não recuará no combate à criminalidade, destacando que ataques contra policiais representam uma ameaça a toda a sociedade.
“Recebi com profunda indignação a notícia do atentado contra o tenente da ROTA Ronickson Pimentel dos Santos, nesta manhã. Minha solidariedade à sua família, aos amigos e a todos os irmãos de farda neste momento de angústia. Determinei às nossas forças de segurança prioridade…” — Tarcísio Gomes de Freitas
Em relação ao estado de saúde do tenente, ele passou por uma cirurgia neurológica delicada logo após o atentado. A equipe médica, juntamente com a PM, atualizou que, apesar do quadro ainda ser considerado grave, o paciente permanece estável e não apresentou piora após o procedimento.
Vale lembrar que Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, que foi vítima do sequestro mais longo da história de São Paulo, ocorrido em outubro de 2008. Naquele caso, Lindemberg Alves invadiu o apartamento da jovem em Santo André, mantendo-a refém, junto com outros três adolescentes, por cerca de 100 horas. A situação terminou após a invasão do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), resultando na morte de Eloá, que na época tinha apenas 15 anos.

