O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aproveitou dois discursos realizados durante as comemorações do 250º aniversário da Independência norte-americana para reforçar críticas ao comunismo, à imigração e aos democratas progressistas. As manifestações ocorreram em momentos distintos: na sexta-feira, 3 de julho, no Monte Rushmore, em Keystone, Dakota do Sul, e no sábado, 4 de julho, durante o evento oficial no National Mall, em Washington.
Na véspera do Dia da Independência, Trump ressaltou a importância de proteger as liberdades idealizadas pelos fundadores do país há 250 anos, diante do que classificou como uma ameaça comunista representada, segundo ele, pelos democratas progressistas.
“Estamos diante do monumento desses heróis, um verdadeiro grupo de pessoas extraordinárias, e nos dedicamos novamente a ser uma nação tão grande, ousada, nobre e grandiosa quanto esses gigantes norte-americanos”, disse Trump. “Isso não é fácil de fazer, mas nós vamos conseguir.”
O Memorial Nacional do Monte Rushmore, concluído em outubro de 1941, é uma escultura em granito esculpida pelo dinamarquês-norte-americano Gutzon Borglum e finalizada por seu filho, Lincoln Borglum. As esculturas têm cerca de 18 metros de altura e representam as cabeças de quatro presidentes dos Estados Unidos: George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln.
Trump, em seu discurso, afirmou que o país enfrenta um novo risco ideológico. “Agora há um ressurgimento da ameaça comunista em nossa terra, inclusive vindo de recém-chegados ao nosso país que abraçam ideias totalmente opostas ao nosso modo de vida e ao nosso grande sucesso”, observou. “Não vamos permitir que isso aconteça.”
“Resolvemos e juramos, para que todos ouçam, que os cidadãos dos Estados Unidos da América derrotarão o comunismo rapidamente”, afirmou ele. “Nós os enviaremos embora rapidamente e continuaremos a construir nosso país maior, melhor e mais forte do que nunca. A América nunca será um país comunista.”
No sábado, durante o evento oficial do Dia da Independência, Trump voltou a exaltar a história do país e a defender o que chamou de “excepcionalismo” norte-americano. “Esta é a terra da liberdade. Vida longa à causa da Independência.”
As celebrações em Washington foram marcadas por sucessivos atrasos provocados pelas condições climáticas. Ao longo do discurso, Trump voltou a atacar o comunismo, classificando-o como um “câncer” que deve ser “arrancado pela raiz”. Ele também afirmou que a bandeira norte-americana derrotou o comunismo no passado e voltará a fazê-lo, se necessário.
“As estrelas e as listras venceram a foice e o martelo comunistas uma vez e voltarão a vencê-los, se preciso”, disse ele.
O presidente ainda retomou outras bandeiras de seu governo, como a defesa da proibição do voto por correspondência, chamou ao palco veteranos de guerra e astronautas e mencionou o conflito com o Irã, ao ressaltar o que viu como uma vitória de seu país. “Os EUA afundaram toda a marinha iraniana.”
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