Os EUA pressionam o Irã a revisar pontos-chave do acordo em negociação. Trump foca no descongelamento de fundos e quer condições mais favoráveis a Washington.
No dia 1º de junho de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, devolveu ao Irã a proposta de acordo que vinha sendo negociada entre os dois países. Essa ação exigiu mudanças em pontos que a Casa Branca considera centrais, prolongando assim o diálogo entre as nações.
De acordo com fontes, as alterações propostas têm como objetivo acelerar o processo, pressionando o Irã a aceitar condições mais vantajosas para os EUA. Contudo, os detalhes específicos das mudanças ainda não foram divulgados.
A principal preocupação de Trump é o descongelamento de fundos para o Irã. Ele tem se mostrado crítico em relação ao acordo firmado em 2015 por Barack Obama, que visava conter o programa nuclear iraniano. Além disso, o presidente expressou frustração com a demora do Irã em responder às propostas americanas.
Uma autoridade americana mencionou que o acordo agora deve ser analisado pelo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei.
Na sexta-feira, 29 de maio, Trump se reuniu por duas horas na Casa Branca com seus principais assessores para discutir um possível fim para a guerra, mas saiu da reunião sem fazer anúncios significativos, mesmo afirmando que está próximo de um acordo.
O acordo proposto visa encerrar a campanha militar dos EUA e de Israel contra o Irã, em troca do levantamento do bloqueio iraniano ao Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo e gás. O estreito estava aberto antes do início da guerra, que teve início em 28 de fevereiro.
As negociações têm enfrentado divergências significativas. Trump exige o controle do estoque iraniano de urânio enriquecido, enquanto o regime iraniano defende que as discussões não devem incluir seu programa nuclear. Além disso, os EUA desejam que o Estreito de Ormuz permaneça aberto à navegação, sem cobranças de pedágio ou tarifas, algo que o Irã tem imposto desde o início do conflito.
Entre as exigências americanas, está também o fim do apoio às milícias que atuam no Oriente Médio com respaldo iraniano, como Hezbollah, Hamas, os houthis e grupos armados xiitas no Iraque.
Trump se encontra em uma encruzilhada: se aceitar um acordo considerado ruim, poderá enfrentar críticas de sua base republicana. Por outro lado, se optar por manter as hostilidades, com o Estreito de Ormuz fechado, poderá ver os preços dos combustíveis aumentarem, afetando sua popularidade entre os eleitores.
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