Na próxima terça-feira, 2 de junho de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realizará uma sessão crucial para analisar os recursos apresentados pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Ele busca reverter a condenação imposta por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, que o tornou inelegível até 2030. O julgamento está agendado para as 19h.
Além de Cláudio Castro, os recursos ainda envolvem o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, e o Ministério Público Eleitoral, que também recorreram ao tribunal. Os embargos de declaração solicitam esclarecimentos sobre aspectos da decisão do TSE, que identificou o uso irregular da máquina pública para favorecer a campanha de reeleição de Castro, que, segundo as alegações, resultou na criação de mais de 27 mil cargos comissionados.
“A criação de cargos comissionados foi considerada irregular e utilizada para beneficiar a campanha eleitoral”, afirmou o TSE em sua decisão.
O Ministério Público Eleitoral, além de acompanhar o caso, manifestou a intenção de incluir a cassação do diploma eleitoral de Castro. Embora a inelegibilidade tenha sido registrada, a falta da formalização da cassação do diploma se deve ao fato de que o ex-governador renunciou ao cargo antes do julgamento. A ausência dessa sanção, segundo o Ministério Público, pode abrir brechas para contornar a punição, o que leva à solicitação para que a Corte especifique a cassação do diploma, que é o documento que valida oficialmente a eleição de um candidato.
Este julgamento ocorre em um momento delicado para Cláudio Castro, que recentemente anunciou a desistência de sua pré-candidatura ao Senado pelo Rio de Janeiro. Essa decisão foi influenciada por investigações da Polícia Federal que o têm como alvo, incluindo apurações sobre supostas ligações entre sua gestão e o Grupo Refit, que a Receita Federal identificou como o maior sonegador de impostos do país.
Além disso, uma segunda investigação está em andamento sobre a aplicação de R$ 970 milhões do Rioprevidência em fundos relacionados ao Banco Master. Castro nega todas as acusações e defende sua inocência, mas a pressão sobre sua figura política se intensifica.
O desfecho deste julgamento poderá ter implicações significativas não apenas para Castro, mas também para o cenário político do Rio de Janeiro.

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