O TSE retomou nesta terça (02/06) o julgamento do ex-governador Cláudio Castro, já condenado por abuso de poder. A decisão pode selar definitivamente sua inelegibilidade até 2030.
Na última terça-feira, 02 de junho de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu continuidade ao julgamento dos recursos relacionados à condenação de Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro. Essa sessão foi acompanhada com grande atenção nos bastidores da política fluminense, dada a sua relevância para o futuro político do estado.
Em março, o TSE já havia condenado Castro por abuso de poder político e econômico no caso CEPERJ, com um placar de 5 votos a 2. A decisão resultou em sua inelegibilidade até 2030, devido a um esquema que envolvia aproximadamente R$ 600 milhões em repasses irregulares e a contratação de cerca de 30 mil pessoas temporárias, que foram utilizadas para ampliar sua influência eleitoral em um ano de eleições.
Dois recursos estavam pautados para a sessão e colocaram o julgamento no centro do debate político. O Ministério Público Eleitoral solicitou que o TSE declarasse a cassação do diploma de governador, mesmo após a renúncia de Castro. A argumentação é de que a perda do diploma é uma sanção autônoma, e a renúncia não pode impedir a aplicação integral da condenação.
A defesa de Castro, por sua vez, pleiteou a anulação do julgamento, alegando que o acórdão não individualizou de forma adequada as provas que demonstrariam a participação direta do ex-governador nas irregularidades.
Embora essa sessão não tenha o potencial de alterar a condenação já imposta, ela pode esclarecer aspectos centrais do acórdão, o que representa um interesse político significativo. No Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Flávio Dino solicitou vista de um caso que define se a sucessão no governo fluminense ocorrerá por meio de eleições diretas ou indiretas. O que o TSE decidir sobre a cassação do diploma poderá fornecer os elementos necessários para resolver essa questão, que é um dos impasses institucionais mais importantes da política brasileira neste ano.
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