Na última segunda-feira, 25 de maio de 2026, Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), fez declarações impactantes durante uma entrevista ao programa “Os Pingos Nos Is”. Ele alertou que, se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca o fim da escala 6×1 não for aprovada, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, poderá sair vitorioso nas eleições presidenciais. Segundo Valdemar, “Se nós não aprovarmos 6×1, o Lula ganha a eleição e ano que vem faz 4×1. Precisamos chegar ao poder e votar nas propostas que têm a maioria da população a favor, a maioria dos nossos deputados pensa dessa maneira”.
Valdemar destacou a importância da aprovação da PEC e mencionou que o PL tentará negociar com os empregadores para encontrar soluções que beneficiem os trabalhadores e a economia. Ele afirmou: “Nós vamos fazer uma proposta para o empregador poder negociar com os empregados. Caso o empregador tenha prejuízo, tentaremos cobrar dele menos impostos. Vamos tentar de tudo, mas se não conseguirmos isso, nós vamos votar com a 6×1 e tocar o país”.
O presidente do PL também mencionou que a situação ficará mais clara quando Flávio assumir o governo. “Quando assumirmos o governo, tenho certeza de que colocaremos tudo isso a limpo. Não podemos prejudicar as pessoas que têm esperança. Vamos ver se conseguimos um entendimento para dar condições para que as pessoas trabalhem cinco dias por semana”, afirmou.
Sobre a redução da jornada de trabalho, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, também se manifestou na mesma data, afirmando que a mudança deverá ocorrer em até um ano. Ele destacou que, uma vez aprovada a PEC na Câmara e no Senado, a jornada semanal será reduzida em duas horas em até 60 dias, chegando a um máximo de 42 horas. Após 12 meses, o objetivo é alcançar a jornada de 40 horas semanais, que é considerada inegociável.
“Isso estará no texto do relator”, disse Motta, referindo-se ao responsável pela proposta, Léo Prates.
Além disso, Motta enfatizou que a garantia de dois dias de folga (o fim da escala 6×1) e a não redução salarial também são pontos inegociáveis. Um projeto adicional será discutido para que os microempreendedores individuais (MEIs) possam contratar mais funcionários sob o regime da CLT. Essas mudanças prometem impactar positivamente a vida de muitos trabalhadores e a economia do país.
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