Os dois políticos mineiros se encontraram em uma livraria carioca para discutir cenários da corrida presidencial. O café entre ex-adversários pode sinalizar uma nova aliança para outubro de 2026.
No dia 2 de junho de 2026, o deputado federal e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, se encontrou com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que recentemente se filiou ao Democracia Cristã (DC). O encontro, que ocorreu em uma livraria no Rio de Janeiro, foi um momento significativo para ambos os políticos, que estão se preparando para a corrida presidencial que ocorrerá em outubro.
Aécio Neves descreveu o encontro como “um café entre dois mineiros preocupados com o Brasil”. Durante a reunião, os dois discutiram os atuais cenários políticos e as possibilidades para as próximas eleições.
“O ministro Joaquim Barbosa se habilitou à disputa eleitoral ao se filiar a um partido político, o DC, e, assim como nós, busca construir um caminho fora da polarização”, afirmou Aécio.
O presidente do PSDB ressaltou que as pesquisas eleitorais das semanas seguintes devem revelar “a potencialidade desse caminho” que ambos estão explorando. Aécio, no entanto, não detalhou que tipo de aliança poderia surgir a partir dessa interação com Barbosa, deixando em aberto a possibilidade de novas movimentações políticas.
Joaquim Barbosa, que se filiou ao DC há cerca de duas semanas, tem aspirações de concorrer à presidência. Desde a sua chegada ao partido, não houve muitos avanços em relação ao lançamento de uma pré-candidatura. A filiação de Barbosa ao DC também provocou mudanças internas na sigla, que anteriormente havia apresentado a pré-candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo.
Com a entrada de Barbosa, o presidente do DC, João Caldas, anunciou que a mudança se deu devido à falta de crescimento nas pesquisas de Aldo. Em um desdobramento conturbado, Aldo Rebelo se recusou a retirar sua candidatura e fez acusações de fraudes ligadas ao Banco Master, resultando em sua expulsão do partido.
Vale lembrar que Joaquim Barbosa integrou o STF de 2003 a 2014, deixando a Corte dez anos antes da aposentadoria compulsória. A movimentação política em torno de sua candidatura traz novas dinâmicas ao cenário eleitoral, com a expectativa de que a união de forças possa oferecer uma alternativa aos eleitores.

