A Apple projetou nesta quinta-feira um crescimento de receita acima do esperado para o trimestre encerrado em março, estimando alta entre 13% e 16%, impulsionada pela forte demanda por iPhones e pela recuperação das vendas na China e na Índia.
A projeção supera a expectativa dos analistas, que apontavam avanço de cerca de 10%, segundo dados da LSEG. O guidance foi divulgado após a empresa reportar resultados acima do consenso no trimestre que incluiu as festas de fim de ano.
O bom desempenho foi sustentado pela linha iPhone 17, que impulsionou as vendas nos principais mercados no primeiro trimestre fiscal, encerrado em 27 de dezembro, aliviando preocupações sobre a estabilidade das receitas de hardware. A receita do iPhone somou US$ 85,27 bilhões, bem acima dos US$ 78,65 bilhões esperados, com recordes registrados em todas as regiões.
Em entrevista à Reuters, o CEO Tim Cook afirmou que a demanda pelos aparelhos foi “impressionante” e destacou crescimento de 23% na receita do iPhone em relação ao ano anterior, além de ganhos de participação de mercado em dezembro.
Para o segundo trimestre fiscal, a Apple também previu despesas operacionais entre US$ 18,4 bilhões e US$ 18,7 bilhões. A companhia alertou, no entanto, que enfrenta restrições no fornecimento de processadores, produzidos pela TSMC, o que pode limitar a produção no curto prazo.
A empresa estimou margem bruta entre 48% e 49% no segundo trimestre, após registrar 48,2% no primeiro. Segundo Cook, a crise global de chips de memória deve exercer pressão adicional sobre as margens, diante da elevação dos custos desses componentes.
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