As negociações para a capitalização da Raízen fracassaram após Cosan e Shell não chegarem a um acordo, segundo fonte próxima ao tema.
A Shell havia sinalizado disposição para investir R$ 3,5 bilhões na maior produtora mundial de açúcar e etanol e esperava que os demais acionistas aportassem valor semelhante. Durante as tratativas, a proposta previa R$ 3,5 bilhões da Shell, R$ 1 bilhão da Cosan e R$ 500 milhões de Rubens Ometto, presidente da companhia. Shell e Cosan detêm, cada uma, 44% da Raízen.
Mesmo com o fim das negociações conjuntas, a Shell ainda pretende realizar seu aporte e apoiar a empresa nas conversas com bancos e credores, segundo a fonte. Já a Cosan teria alegado não ter condições de igualar o montante oferecido pela sócia, enquanto outras propostas apresentadas foram rejeitadas.
Fundos administrados pelo Banco BTG Pactual, que também participavam das discussões, teriam discordado de termos sugeridos pela Shell e decidiram não aportar recursos.
A Raízen enfrenta uma sequência de prejuízos e forte alta do endividamento. A dívida líquida atingiu R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro, pressionada por investimentos elevados, condições climáticas adversas e incêndios que afetaram a produção. Em fevereiro, a companhia alertou para “incerteza significativa” sobre sua continuidade operacional.
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