Um fã de SpongeBob SquarePants: Plankton’s Robotic Revenge, jogo lançado em 2013 para Nintendo DS, PlayStation 3, Wii e outras plataformas, chamou atenção nas redes sociais para um detalhe curioso no contrato de licença de uso (EULA) do título. Entre as cláusulas, o documento proíbe expressamente que o software seja utilizado no desenvolvimento de mísseis nucleares, além de armas químicas ou biológicas.
Quem descobriu – A menção foi publicada por um usuário que explorava o texto do EULA e se surpreendeu com as restrições incomuns para um jogo voltado ao público infantil.
O que diz o contrato – A Activision, distribuidora do jogo, estabelece que não se responsabiliza por atrasos ou falhas causados por “atos de Deus, guerra, terrorismo, tumultos” e situações semelhantes. O documento também veta a exportação, reexportação ou download do produto para residentes de “Cuba, Coreia do Norte, Kira, Síria, Sudão, países sob embargo dos EUA ou qualquer nação sujeita a sanções econômicas abrangentes” impostas por Washington.
Em seguida, surge a condição que mais chama atenção: “Você concorda que não usará o produto para quaisquer fins proibidos pela lei dos Estados Unidos, incluindo, sem limitação, o desenvolvimento, o projeto, a fabricação ou a produção de mísseis nucleares, ou de armas químicas ou biológicas.”
Contexto – Cláusulas que citam armas e restrições de exportação costumam aparecer em softwares corporativos ou utilitários complexos, mas raramente em jogos infantis. O caso de Plankton’s Robotic Revenge gerou comparações com outros termos de uso polêmicos, como o de um título da Ubisoft que recomendava a destruição da cópia após o fim da licença.
Imagem: Internet
Até o momento, a Activision não comentou publicamente sobre os motivos específicos para a inclusão de referências a armamentos de destruição em massa no EULA de um jogo baseado no famoso personagem da Nickelodeon.
Com informações de TheGamer
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