No último dia 29 de maio, durante um evento da Petrobrás em Sergipe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou sua intenção de indicar novamente o nome de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa declaração foi feita no início da tarde e gerou discussões sobre a relação do governo com o Legislativo.
Lula aproveitou a ocasião para comentar sobre a recente rejeição do nome de Messias no Senado, uma derrota que o presidente considerou histórica. Ele expressou sua tristeza pela rejeição, afirmando que a decisão não se baseou na competência jurídica do advogado-geral da União. “Eu perdi a indicação do meu ministro para a Suprema Corte”, declarou Lula. “E fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica. É um dos melhores advogados deste país.”
O presidente enfatizou ainda a integridade de Messias, destacando que sua rejeição não se deu por questões pessoais, mas por motivos políticos. “Ele não foi derrotado porque teve alguma ficha suja na vida. É um dos homens mais íntegros deste país. Ele foi derrotado por uma questão simplesmente política”, afirmou Lula, revelando que pretende insistir na indicação do advogado.
Ao explicar sua decisão, Lula afirmou que sua escolha é uma questão de respeito à função presidencial. “Sou eu quem decide”, disse o presidente. Ele também lembrou que o Senado possui o direito de rejeitar uma indicação, mas enfatizou que isso deve ser fundamentado em questões de competência e não por motivos meramente políticos.
“O Senado pode rejeitar alguém se entender que ele não tem competência jurídica”, prosseguiu Lula. “Então o Senado diga: ‘Eu não vou votar em você porque você é um advogado mequetrefe, porque você não tem qualificação, porque tem ficha suja, porque é ladrão, porque bateu na mulher’. Digam isso. O que não pode é simplesmente derrotar alguém por derrotar. Isso é o que não pode.”
Com essa nova indicação, Lula reafirma seu compromisso com a escolha de Messias, um movimento que promete agitar os bastidores políticos e gerar novas discussões sobre a relação entre o Executivo e o Legislativo.
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