Em entrevista à rádio Itatiaia, o senador defendeu a venda dos Correios como primeiro passo de um plano amplo de desestatizações. Para Flávio, outras empresas públicas federais também devem ser privatizadas.
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), fez uma defesa contundente da privatização dos Correios durante uma entrevista concedida à rádio Itatiaia, em Belo Horizonte (MG), na terça-feira, 2 de junho de 2026. O parlamentar expressou suas preocupações com a gestão atual da empresa pública e enfatizou a necessidade de vender não apenas os Correios, mas também outras companhias controladas pelo governo federal.
Flávio argumentou que a privatização dos Correios deve ser o primeiro passo em um plano mais amplo de desestatizações. Ele afirmou:
“Os Correios têm que ser privatizados, para começar. É uma unanimidade sua ineficiência e a falta de capacidade de investimento, e temos que partir para a privatização de outras empresas também que continuam ineficientes.”
O senador fluminense destacou que a manutenção da estatal sob controle da União tem gerado prejuízos constantes aos cofres públicos. Segundo Flávio, os Correios têm enfrentado perdas financeiras repetidas, e a previsão é que essa situação se agrave com o tempo, comprometendo ainda mais a saúde financeira da instituição.
Além de abordar a questão da privatização, Flávio Bolsonaro também compartilhou detalhes de sua recente visita a Washington, onde se encontrou com o presidente Donald Trump na Casa Branca. Durante essa reunião, o senador buscou discutir barreiras comerciais que afetam o mercado nacional e solicitou:
“Não taxem as empresas brasileiras.”
Ele ressaltou que, em 2027, espera um governo que possa negociar de igual para igual com os Estados Unidos, valorizando o agronegócio brasileiro e suas inovações, como o sistema de pagamentos Pix e o etanol.
A viagem de Flávio aos Estados Unidos ocorreu pouco antes de uma importante decisão do governo americano de classificar facções brasileiras, como o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho, como organizações terroristas internacionais. Essa medida aumentou a urgência das discussões sobre tarifas comerciais.
Os Estados Unidos estão considerando a imposição de uma sobretaxa de 25% em produtos brasileiros, uma proposta que será discutida em audiências públicas a partir de 6 de julho. A decisão final sobre essa questão caberá ao presidente Donald Trump, que já utilizou poderes econômicos emergenciais para aplicar tarifas sobre produtos de diversos países, incluindo o Brasil, em um movimento anterior em 2025.
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