Em carta ao secretário Marco Rubio, senador tenta barrar tarifas americanas ao Brasil. A medida surge após investigação dos EUA sobre práticas comerciais do governo brasileiro.
No dia 2 de junho de 2026, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, fez uma importante declaração ao divulgar uma carta endereçada ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Neste documento, Flávio expressa seu pedido ao governo norte-americano para que não sejam impostas tarifas comerciais ao Brasil.
A solicitação surge um dia após o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos apresentar uma proposta de 73 páginas, que faz parte de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O órgão apontou práticas do governo brasileiro como “irrazoáveis”, sugerindo que essas ações restringem o comércio com os Estados Unidos.
Na carta, escrita originalmente em inglês, Flávio enfatiza a situação fiscal e econômica delicada que o Brasil enfrenta atualmente. Ele menciona o crescimento da dívida pública, que ultrapassou R$ 10,4 trilhões em abril, e a crescente inadimplência entre famílias e empresas, destacando que 81,7 milhões de brasileiros estão inadimplentes, representando quase metade da população adulta.
Flávio, ao se dirigir a Rubio, também expressa sua gratidão pela recente decisão dos EUA de classificar o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Ele ressalta que essas facções operam redes criminosas que vão além das fronteiras do Brasil, impactando diretamente a segurança dos cidadãos nos Estados Unidos.
“O Brasil vive um grave processo de deterioração fiscal e econômica. A imposição de novas tarifas causaria sérios danos ao povo brasileiro — justamente os cidadãos que veem os Estados Unidos como um parceiro e amigo”, escreveu Flávio na carta.
Flávio reforça que novas tarifas comerciais atingiriam diretamente a população brasileira e reitera seu pedido para que Washington não adote essa medida. Ele também expressa sua confiança em ser eleito presidente e sua disposição para negociar um acordo de comércio e investimentos que beneficie ambos os países.
“Caso essa seja a vontade do meu povo, estou preparado para colocar minha equipe de transição imediatamente à sua disposição, para que possamos concluir, o mais rapidamente possível, um amplo acordo de comércio e investimentos”, afirmou Flávio, enfatizando a importância da amizade e da colaboração entre Brasil e Estados Unidos.

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