Na última terça-feira, 29 de maio de 2026, o procurador de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), Marcelo Rocha Monteiro, expressou sua opinião sobre a recente crítica do Fórum de Segurança em relação à classificação de grupos criminosos brasileiros, como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC), como “terroristas” pelos Estados Unidos.
Segundo Monteiro, os posicionamentos do Fórum revelam um distanciamento da realidade brasileira, especialmente em relação ao combate ao crime organizado. Ele afirmou:
“Essa visão de que repressão e prisão não adianta é completamente equivocada.”
O procurador também abordou a crítica do Fórum sobre a politização do problema, destacando que o governo atual já utilizou a questão para fins políticos. Ele comentou:
“Agora, o Fórum de Segurança fala em politização do problema, como se o governo Lula nunca tivesse politizado isso.”
Monteiro explicou que a intervenção mencionada refere-se às sanções impostas a empresas que mantêm relações comerciais com o PCC e o CV. Ele questionou:
“Isso é errado? O que é certo? É incentivar as empresas a fazer negócios com o crime organizado?”
Sobre a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) expressou preocupações quanto ao uso político dessa decisão. Embora reconheça o direito soberano dos Estados Unidos em fazer tal classificação, o Fórum alerta para os potenciais impactos sobre a soberania nacional e a cooperação internacional.
A decisão dos EUA ocorreu após a visita do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Casa Branca, onde se encontrou com altos representantes do governo americano. Em nota oficial, o FBSP lamentou que um tema de tamanha relevância para a segurança nacional tenha sido utilizado no contexto eleitoral, afirmando:
“Um tema com implicações profundas na soberania e na autonomia do Brasil foi capturado pela disputa eleitoral.”
Por fim, Marcelo Rocha Monteiro argumentou que a falta de colaboração do governo brasileiro com os Estados Unidos justifica a ação unilateral desse país. Ele destacou que o governo atual, segundo ele, tem receio de ser comparado a regimes autoritários da América Latina, como o de Nicolás Maduro, e que em certas áreas do Rio de Janeiro, a verdadeira lei é a imposta pelo crime organizado.


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