No futebol bilionário, a credibilidade define o sucesso dentro e fora das quatro linhas. Clubes que a ignoram pagam caro, mesmo com elencos talentosos e torcidas apaixonadas.
A credibilidade é, sem dúvida, um dos ativos mais valiosos e, ao mesmo tempo, mais frágeis, tanto no mundo corporativo quanto no futebol. Essa moeda da confiança é essencial para abrir portas, reduzir custos, atrair bons negócios e proteger uma instituição em momentos de crise.
No futebol, um setor que se tornou um grande negócio bilionário, a credibilidade desempenha um papel igualmente crucial. É importante lembrar que mesmo equipes com elencos talentosos, torcidas apaixonadas e estádios sempre cheios podem enfrentar consequências severas ao perder essa confiança.
Os fatores que prejudicam a credibilidade são bem conhecidos e, infelizmente, muito comuns no nosso futebol. Entre os principais vilões estão:
Promessas não cumpridas, como “vamos ser campeões”, “vamos pagar em dia” e “vamos reformar o estádio”.
Além disso, escândalos de gestão, incluindo desvio de recursos, manipulação de resultados e casos de doping, também têm um impacto negativo significativo. A falta de transparência, manifestada por meio de contabilidade criativa, dívidas ocultas e balanços maquiados, contribui ainda mais para a desconfiança.
Outro ponto a ser considerado é o mau tratamento dispensado a torcedores e jogadores, que pode se manifestar em aumentos abusivos nos preços dos ingressos, demissões humilhantes e falta de comunicação efetiva.
É preciso haver coerência entre o discurso e a prática, onde valores como ética, inclusão e sustentabilidade sejam realmente respeitados nos bastidores.
Estudos demonstram que clubes com alta credibilidade tendem a ter um valor de mercado significativamente maior — entre 40% e 60% mais alto em comparação a clubes de porte similar. Isso se traduz em patrocínios que pagam valores mais elevados para se associar a clubes com uma imagem limpa, estável e bem gerida.
Uma marca forte e confiável não só gera maior receita comercial, mas também proporciona uma melhor valorização em caso de venda de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e maior resiliência em tempos difíceis. Essa realidade não é apenas uma teoria; ela se aplica ao futebol europeu, asiático e, claro, também ao nosso futebol brasileiro.
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