O Gaeco apresentou alegações finais pedindo a condenação de 11 pessoas, entre elas sete policiais civis acusados de lavar dinheiro e extorquir empresário a mando do PCC.
O Ministério Público de São Paulo (MPSP), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), fez um pedido à Justiça para a condenação de 11 indivíduos, sendo sete deles policiais civis. Esses indivíduos são acusados de manter vínculos com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), com o objetivo de lavar dinheiro e extorquir o empresário Antonio Vinícius Gritzbach.
As alegações finais foram apresentadas no contexto da Operação Tacitus, que investiga corrupção policial, vazamento de informações e lavagem de dinheiro em benefício de integrantes do PCC. A operação visa responsabilizar aqueles que abusaram de suas posições de autoridade.
Os policiais civis denunciados são:
- Fábio Baena Martins, delegado;
- Eduardo Lopes Monteiro, investigador;
- Marcelo Marques de Souza, investigador;
- Marcelo Roberto Ruggieri, investigador;
- Rogério de Almeida Felício, investigador;
- Valmir Pinheiro, agente;
- Valdenir Paulo de Almeida, agente.
“Além das condenações criminais, o Ministério Público requereu a decretação da perda dos cargos públicos dos policiais denunciados e o pagamento de, no mínimo, R$ 40 milhões por acusado, a título de ressarcimento por dano moral coletivo e dano social”, afirmou o Gaeco, em nota.
Entre os denunciados que não fazem parte da Polícia Civil estão os empresários Ademir Pereira de Andrade e Robinson Granger de Moura, o advogado Ahmed Hassan Saleh e Danielle Bezerra dos Santos, que é esposa de um dos policiais investigados.
A Operação Tacitus foi iniciada em dezembro de 2024, com o apoio da Polícia Federal e da Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo. A ação cumpriu mandados na capital e em municípios do interior, demonstrando um esforço conjunto para combater a criminalidade organizada.
As investigações foram fundamentadas em informações fornecidas por Gritzbach, que estava sob ameaça de morte e foi assassinado em frente a um terminal de desembarque do Aeroporto de Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo. Este trágico evento destaca a gravidade da situação e a necessidade de uma resposta firme por parte das autoridades.
O MPSP também solicitou o confisco de bens e valores relacionados ao grupo investigado, ressaltando que o esquema movimentou milhões de reais em operações de lavagem de dinheiro associadas ao PCC.
A partir deste momento, o Ministério Público e as defesas terão um prazo de 40 dias para apresentar suas considerações finais antes da sentença da Justiça.
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