O documentário 'Dark Horse' teve sua estreia nos EUA com a presença de Eduardo Bolsonaro. Produzido em inglês para ampliar o alcance, o filho do ex-presidente prevê sucesso mundial.
No dia 15 de junho de 2026, Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal pelo PL-SP, participou da estreia do filme ‘Dark Horse’, que narra a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante o evento, realizado em Las Vegas, nos Estados Unidos, ele declarou que a produção será um “pesadelo para a esquerda” e tem potencial para se transformar em um “sucesso mundial”.
Segundo Eduardo, a escolha do inglês como idioma do filme foi intencional, com o objetivo de alcançar um público mais amplo. Ele comentou que em território brasileiro, a exibição poderia sofrer bloqueios. “Esse filme aqui vai ser um pesadelo para a esquerda. E não está em português, está em inglês, de propósito. Se fizermos algo no Brasil, eles bloqueiam facilmente, mas também porque queremos que este filme seja um sucesso mundial”, afirmou.
Durante o painel que ocorreu após a exibição, o ex-deputado abordou as reações políticas enfrentadas pelo projeto, mencionando apenas uma ação movida por aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Justiça Eleitoral. Essa ação pedia a proibição da exibição do filme durante o período eleitoral, mas foi extinta pelo Tribunal Superior Eleitoral, que considerou que os autores não tinham legitimidade para ajuizar tal ação.
Eduardo também não comentou sobre o financiamento do filme, que conta com o apoio do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Vorcaro é investigado por fraude financeira e já enviou ao projeto cerca de US$ 10,6 milhões até maio de 2025. Além disso, a Polícia Federal está averiguando se parte dos recursos foi desviada para cobrir despesas de Eduardo enquanto ele estava nos Estados Unidos, devido a bloqueios de contas impostos pelo Supremo Tribunal Federal.
Durante o painel, ele ainda tocou em sua situação judicial, mencionando um processo no STF por coação no curso do processo, no qual foi acusado de tentar influenciar ministros do tribunal em um caso contra seu pai. Recentemente, a Primeira Turma do STF condenou Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto, tornando-o inelegível por oito anos e resultando na perda de seu cargo de escrivão da Polícia Federal.
Eduardo criticou a condução dos processos no Supremo, afirmando que estava sendo denunciado injustamente, enquanto outros, como o ex-presidente Donald Trump, não enfrentavam as mesmas consequências. Sua defesa, realizada pela Defensoria Pública da União, ainda pode recorrer da decisão.
Siga o Ensinando a Vencer e receba nossos conteúdos em primeira mão.






