Produtores de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) do Oriente Médio seguem mantendo os embarques, apesar da escalada das tensões no Estreito de Ormuz e dos recentes ataques a embarcações na região, segundo dados do setor de transporte marítimo.
Embora o fluxo de navios tenha diminuído após os ataques registrados na última semana, petroleiros continuam carregando petróleo em terminais da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos e do Irã. Algumas embarcações chegaram a desligar seus sistemas de rastreamento — prática conhecida como “modo oculto” — para reduzir o risco de novos ataques durante a travessia pelo Golfo.
O Irã também acelerou suas exportações depois que os Estados Unidos suspenderam temporariamente as sanções sobre o petróleo iraniano. Dados de empresas de monitoramento marítimo mostram que o país retomou carregamentos simultâneos em seus principais terminais de exportação, enquanto Emirados Árabes Unidos e Catar mantiveram o envio de milhões de barris de petróleo ao mercado internacional.
No segmento de GNL, Catar e Emirados também preservaram o cronograma de exportações. Navios carregados deixaram os terminais da região com destino a mercados como China, Índia e Kuwait, indicando que o fornecimento permanece praticamente inalterado, apesar do cenário de insegurança.
A continuidade das exportações ocorre enquanto Estados Unidos e Irã retomam negociações para reduzir as tensões na região. Ainda assim, analistas alertam que novos episódios de violência podem voltar a pressionar os preços do petróleo e elevar os riscos para a navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um terço do comércio marítimo mundial de petróleo.
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