O presidente-executivo da Energean, Mathios Rigas, afirmou nesta quarta-feira (9) que os ativos britânicos da empresa seriam mais bem aproveitados nas mãos de outro proprietário.
O que a empresa tem no Reino Unido
A companhia, listada em Londres, detém participações em campos envelhecidos do Mar do Norte britânico, que produzem cerca de 1.000 barris de óleo equivalente por dia — volume pequeno para o porte da empresa.
O ativo que vale mais é o prejuízo
Segundo apresentação da própria Energean, esses ativos carregam prejuízos fiscais de £715 milhões (cerca de US$ 968 milhões).
É aí que está o racional apontado por Rigas: um proprietário com produção maior na mesma bacia poderia usar esses prejuízos para reduzir a própria carga tributária. Nas mãos da Energean, que produz pouco ali, o benefício fiscal fica subaproveitado.
A janela: a BP está vendendo
A BP busca comprador para sua carteira no Mar do Norte britânico. Rigas disse à Reuters que interessados nesse tipo de prejuízo fiscal tendem a aparecer nesse contexto — mas fez uma ressalva importante: a Energean não mantém negociações ativas para vender os ativos no Reino Unido.
Onde a empresa quer crescer
- Israel: a equipe trabalha para viabilizar produção adicional de petróleo offshore, e a empresa busca mais áreas na rodada de licenciamento do país.
- Egito: procura parceiros para perfuração exploratória próxima a Abu Qir, segundo o diretor financeiro.
- Angola: segue mercado interessante, desde que a Energean opere os ativos ou se associe a empresas de capacidade operacional igual ou superior.
- África Ocidental: a companhia avalia oportunidades em outros países da região.
Arbitragem com a ENI
As audiências da disputa da Energean com a ENI sobre o campo Cassiopeia devem começar no primeiro semestre de 2027, informou Rigas.
Com informações do Investing.com Brasil. Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento.
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