O Bitcoin cai 1,6% e é negociado a US$ 81.448 (R$ 411.085), pressionado por nova onda de vendas de empresas de IA. A volatilidade segue alta, exigindo disciplina e medidas de proteção dos investidores.
Nesta terça-feira (20), o Bitcoin opera em queda, pressionado por uma nova onda de vendas de ações de empresas ligadas à inteligência artificial. A criptomoeda perdeu força após a recuperação do dia anterior e demonstra que a volatilidade segue elevada, exigindo disciplina e estratégias claras de proteção por parte dos investidores.
Nesta manhã, o Bitcoin tem queda de 1,6%, cotado a US$ 81.448 em 24 horas. Em reais, a maior criptomoeda do mundo estava em R$ 411.085. O Ethereum recua 2,1%, a US$ 2.382. O XRP cai 1,6%, a Solana recua 1,7% e a BNB tem leve alta de 0,2%.
O movimento de queda acontece mesmo após os fundos negociados em bolsa (ETFs) de Bitcoin à vista dos Estados Unidos registrarem entradas líquidas de US$ 526,6 milhões na segunda-feira, o maior volume diário de captação em quase um mês. Esse contraste evidencia que entradas de capital via ETFs podem conviver com saídas em ativos mais arriscados quando o sentimento muda.
A principal fonte de pressão sobre o mercado financeiro nesta terça-feira é a continuidade da queda das ações de empresas relacionadas à inteligência artificial, com impacto especial sobre fabricantes de semicondutores e sobre companhias que oferecem infraestrutura para centros de dados.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi caiu 3,73%, atingindo seu menor nível de fechamento desde 7 de abril. As ações da SK Hynix caíram mais de 5%, enquanto as da Samsung Electronics recuaram aproximadamente 4%. Nos Estados Unidos, antes da abertura das bolsas, as ações da CoreWeave recuavam aproximadamente 4%.
Os contratos futuros do Nasdaq 100 caíam cerca de 0,3%, sinalizando que a recuperação observada na segunda-feira poderia perder força. Paralelamente, o preço do petróleo voltou a subir: o barril do Brent era negociado próximo dos US$ 110, diante de preocupações com a oferta após novos ataques à infraestrutura da região.
Na margem do mercado cripto, o mercado de derivativos mostra maior procura por proteção. O volume negociado de opções de venda (puts) de Bitcoin foi mais de duas vezes superior ao de opções de compra (calls) nas últimas 24 horas. O contrato mais negociado foi uma opção de venda com preço de exercício de US$ 80 mil e vencimento em 30 de outubro, indicando que esse patamar está no radar dos investidores.
As liquidações de posições alavancadas somaram US$ 155,1 milhões nas últimas 24 horas, com cerca de 69% correspondendo a posições compradas, encerradas automaticamente após movimentos desfavoráveis nos preços. Esses números ressaltam os riscos associados a alavancagem em momentos de alta volatilidade.
Para os próximos dias, o comportamento do Bitcoin dependerá não apenas da capacidade de preservar a região dos US$ 80 mil, mas também da evolução do cenário econômico e corporativo internacional. Nesta semana, aproximadamente 70 empresas do S&P 500 divulgarão resultados trimestrais, e esses balanços serão acompanhados em busca de sinais sobre a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial.
Na prática, investidores e gestores podem se beneficiar ao revisar alocação de risco, definir níveis claros de suporte e resistência (como o patamar dos US$ 80 mil) e considerar ferramentas de proteção, como ordens stop e opções, sem perder de vista disciplina e horizonte de investimento.
Fonte: Portal do Bitcoin
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