O Walmart busca aumentar sua lucratividade nos próximos cinco anos por meio da expansão do e-commerce e do fortalecimento do negócio de publicidade.
Apesar de ainda operar no prejuízo, o braço de comércio eletrônico nos EUA pode se tornar lucrativo até 2030 com maior automação em armazéns e rotas de entrega mais eficientes. Segundo a Bernstein, “estimamos que o e-commerce do WMT nos EUA tem uma margem de EBIT de -6,7%… vemos um caminho para a lucratividade em uma base não subsidiada até o ano fiscal de 2030”.
A publicidade também representa uma oportunidade relevante. Hoje, os anúncios respondem por cerca de 3% das vendas online do Walmart, contra 7% da Amazon. Se a fatia subir para 5% e as vendas digitais dobrarem para mais de US$ 200 bilhões, a receita publicitária poderia crescer de US$ 3 bilhões para US$ 10 bilhões, elevando as margens de lucro.
Combinadas, as melhorias no e-commerce e na mídia de varejo poderiam levar as margens nos EUA a cerca de 7%, adicionando mais de US$ 1 por ação nos lucros em cinco anos.
Além disso, os investimentos na Índia via Flipkart e PhonePe, próximos do ponto de equilíbrio, podem liberar valor em eventuais IPOs, permitindo ao Walmart vender participações e reforçar recompra de ações.
Com essas perspectivas, a Bernstein projeta o Walmart negociando a 22 a 25 vezes os lucros, abaixo da média histórica, e fixa preço-alvo de US$ 117, com recomendação Outperform.
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