Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, firmou um acordo com a liderança do Partido Liberal (PL) para receber um salário bruto de R$ 38 mil mensais. Além disso, ele montou um escritório de advocacia voltado para causas cíveis. Essa informação foi divulgada em uma nota na última sexta-feira, 29 de maio.
A decisão de buscar novas fontes de renda veio após Castro optar por não disputar uma vaga no Senado Federal, em meio a investigações criminais que envolvem sua gestão à frente do governo fluminense.
Recentemente, a Polícia Federal (PF) confiscou cinco celulares do ex-governador em duas operações distintas, realizadas em um intervalo de 11 dias. Na primeira ação, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), as autoridades estavam investigando um apartamento localizado no 12º andar de um prédio na Barra da Tijuca. Um porteiro do condomínio informou aos policiais que Castro residia, na verdade, na cobertura do edifício, que está registrada em nome de uma empresa ligada ao ex-secretário estadual Mauro Farias.
“Os agentes apreenderam três celulares e um tablet durante a primeira busca”, comentou um porta-voz da PF.
Na nova operação, realizada no dia 26 de maio, mais dois celulares foram encontrados na residência de Castro. Os peritos agora analisam as informações contidas nos dispositivos, incluindo contatos e mensagens.
Para se defender das acusações de enriquecimento, a equipe jurídica do ex-governador planeja apresentar uma lista de despesas mensais que totalizam R$ 28 mil, incluindo aluguel e despesas escolares dos filhos.
O escritório de advocacia de Castro está localizado em uma sala comercial na Rua da Assembleia, no centro do Rio de Janeiro, mas ainda não gerou receita, pois não emitiu notas fiscais. Para garantir um fluxo de caixa imediato após deixar o Palácio Guanabara, ele vendeu um apartamento no bairro do Itanhangá por R$ 150 mil e também cobrou R$ 142 mil do governo do estado referentes a férias acumuladas durante seu mandato.
A PF continua monitorando a evolução do patrimônio de Castro, que é mencionado em investigações sobre corrupção envolvendo propinas em refinarias e instituições financeiras. Os investigadores observaram que a cobertura onde ele reside passou por uma reforma significativa antes de sua mudança, e o imóvel foi adquirido em 2023 por R$ 3,5 milhões através de uma empresa imobiliária ligada ao ex-secretário de Transformação Digital do Estado.
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