Os preços do petróleo despencaram nesta quarta-feira, pressionando fortemente as ações do setor de energia nos mercados globais. O movimento ocorreu após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar a suspensão da operação militar “Project Freedom”, que visava reabrir o Estreito de Ormuz.
Segundo Trump, a decisão foi motivada por “grandes avanços” nas negociações com representantes iranianos, indicando a possibilidade de um “acordo completo e definitivo”. A pausa, classificada como temporária, permitirá avaliar se as tratativas com Teerã podem ser concluídas com sucesso.
A reação do mercado foi imediata: o Brent caiu mais de 10%, sendo negociado próximo de US$ 97,97 por barril — abaixo do nível psicológico de US$ 100 — enquanto o West Texas Intermediate recuou mais de 11%, para US$ 90,35.
Na Europa, grandes companhias do setor registraram perdas expressivas. A BP caiu mais de 5% em Londres, enquanto a Shell recuou 4,5%. Em Paris, a TotalEnergies teve queda de 5,4%.
Nos Estados Unidos, o cenário também é negativo no pré-mercado. A Occidental Petroleum lidera as perdas, com baixa de 7,6%, seguida por Marathon Petroleum (-6,3%), ConocoPhillips (-5,4%), Chevron (-5,1%) e ExxonMobil (-4,9%).
Apesar da queda no petróleo, a sinalização de uma possível distensão geopolítica no Golfo trouxe algum alívio aos mercados globais. Ainda assim, Trump ressaltou, em publicação no Truth Social, que o bloqueio atual continuará “em pleno vigor” durante o período de negociações.
Vale lembrar que, em abril, o Irã chegou a reabrir o Estreito de Ormuz, mas voltou a fechá-lo pouco depois, após os EUA indicarem que manteriam restrições aos portos iranianos — fator que continua influenciando a volatilidade do mercado energético.
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