O roteirista e cofundador da Rockstar Games, Dan Houser, declarou que se sentiria “mais triste” ao ver um Red Dead Redemption 3 desenvolvido sem sua participação do que um novo Grand Theft Auto. A declaração foi feita durante sua entrevista ao podcast Lex Fridman.
“Provavelmente seria, de certa forma, mais doloroso se alguém continuasse Red Dead, porque é um arco coeso de dois jogos”, afirmou Houser. Apesar disso, ele reconheceu que uma sequência deve acontecer: “Eu não sou dono da IP; isso provavelmente vai acontecer também”.
Laços com o Velho Oeste
Embora seu nome esteja fortemente ligado a Grand Theft Auto, Houser disse sentir uma ligação especial com Red Dead Redemption. A série ocidental começou em 2004 com Red Dead Revolver e ganhou força com Red Dead Redemption (2010) e Red Dead Redemption 2 (2018), que contam a trajetória da gangue Van der Linde e matam os protagonistas John Marston e Arthur Morgan — recurso narrativo que a Rockstar evitou usar em GTA IV.
O escritor relembrou que a história de John Marston e sua família foi desenvolvida ao mesmo tempo em que ele próprio formava a sua. Para Houser, a saga formada por apenas dois capítulos cria um enredo “mais fechado” que o de GTA, onde cada jogo se apresenta como narrativa independente.
De race’n’chase a fenômeno
No fim dos anos 1990, o irmão de Dan, Sam Houser, então na BMG Interactive, abraçou o protótipo race’n’chase, da DMA Design (atual Rockstar North). O conceito top-down de mundo aberto e vida criminosa evoluiu para o primeiro Grand Theft Auto, sucesso que levou a Take-Two a comprar a BMG. Os irmãos mudaram-se para Nova York e fundaram a Rockstar Games, abrindo caminho para GTA III (2001) e consolidando a franquia.
Imagem: Internet
Futuro incerto da série
Desde que deixou a Rockstar em 2020, Houser não participa mais do desenvolvimento das propriedades intelectuais que ajudou a criar. Ele reconhece que a empresa deve retornar ao Velho Oeste em algum momento, mas não arrisca direção: fãs especulam sobre episódios como o Massacre de Blackwater ou histórias totalmente novas, possivelmente até sem o subtítulo “Redemption”.
Apesar da incerteza, Houser admite que será apenas espectador. “É um privilégio trabalhar nessas coisas, mas você nem sempre é dono delas”, concluiu.
Com informações de TheGamer
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