A taxa de desemprego no trimestre encerrado em maio alcançou 5,6%, marcando o menor índice já registrado para esse período na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que teve início em 2012.
Esse resultado representa uma redução em comparação ao trimestre anterior (dezembro, janeiro e fevereiro), quando a taxa era de 5,8%. Em 2025, a taxa para o mesmo trimestre era de 6,2%
“Atingir a mínima histórica para o período indica que o mercado mantém uma tendência estrutural de aquecimento e expansão na absorção de mão de obra”, afirmou William Kratochwill, analista da pesquisa.
O levantamento revelou que o Brasil contava com 6,1 milhões de pessoas desocupadas, um número considerado estável em relação ao trimestre encerrado em fevereiro, que registrou 6,2 milhões. Em relação ao ano anterior, houve uma diminuição de 9,3%, quando o número de desocupados era de 6,7 milhões.
A população ocupada no trimestre que terminou em maio atingiu 102,7 milhões, representando um aumento de 0,5% em relação ao período anterior, ou seja, mais 558 mil pessoas empregadas.
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A Pnad do IBGE analisa o comportamento do mercado de trabalho para indivíduos com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, incluindo empregos formais, informais e autônomos. Para a pesquisa, é considerada desocupada a pessoa que efetivamente procurou trabalho nos 30 dias anteriores à coleta de dados, que ocorre em 211 mil domicílios em todo o país, incluindo o Distrito Federal.
O rendimento médio mensal dos trabalhadores ficou em R$ 3.726 no trimestre que se encerrou em maio, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior, que registrou R$ 3.756, e representando um aumento de 4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, já ajustado pela inflação.
A taxa de informalidade, que mede a proporção de trabalhadores sem registro formal na população ocupada, foi de 37,3%, o que corresponde a cerca de 38,3 milhões de trabalhadores. Um ano atrás, este índice era de 37,8%. O IBGE classifica como informais os empregados sem carteira assinada e autônomos sem CNPJ, que não têm acesso a benefícios como seguro-desemprego e férias.
A pesquisa também revelou que 66,6% dos trabalhadores contribuíram para a previdência, totalizando 68,4 milhões de pessoas. Contribuir para a previdência oferece garantias como aposentadoria e pensão por morte.
Em termos históricos, a menor taxa de desemprego registrada pela Pnad foi de 5,1%, alcançada no último trimestre de 2025, enquanto a maior taxa já observada foi de 14,9%, verificada em dois momentos: nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, ambos marcados pela pandemia de covid-19.
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