O Brasil enfrenta um cenário desafiador, com a taxa de desemprego alcançando 5,8% no trimestre que terminou em abril de 2026, conforme os dados revelados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O IBGE divulgou esse resultado na última quinta-feira, 28 de maio, mostrando um aumento de 0,4 ponto percentual em comparação com o trimestre anterior, que registrou 5,4%. Contudo, quando olhamos para o mesmo período do ano passado, a taxa caiu 0,8 ponto percentual, que era de 6,6%.
Esse aumento trimestral resultou em 6,3 milhões de pessoas desempregadas, um crescimento de 8%, ou seja, mais 465 mil indivíduos em busca de uma oportunidade de trabalho. No entanto, é importante destacar que, em relação ao ano passado, houve uma diminuição significativa de 11,3% no número de desempregados, o que se traduz em 809 mil pessoas a menos na corrida por emprego.
A população ocupada totalizou 102,3 milhões de pessoas, apresentando uma leve queda de 0,3% em relação ao trimestre anterior, mas com um crescimento de 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O nível de ocupação, que representa a porcentagem da população em idade de trabalhar que está inserida no mercado, foi estimado em 58,4%.
Além disso, o número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu em 39,3 milhões, sem variações significativas em comparação trimestral ou anual. Por outro lado, a taxa de informalidade caiu para 37,2%, envolvendo 38,1 milhões de trabalhadores, uma leve redução em relação aos 38% do ano anterior.
Entre os setores que mostraram crescimento anual, o setor público se destacou, com um aumento de 3,4%, além dos trabalhadores autônomos, que cresceram 2,3%, totalizando 26 milhões de pessoas.
Em relação à remuneração, o rendimento real habitual do trabalhador brasileiro foi estimado em R$ 3.732, mantendo-se estável em relação ao trimestre anterior, mas com um crescimento de 5,3% em comparação ao mesmo período do ano passado. A massa de rendimento real habitual, que abrange todos os trabalhadores do país, atingiu R$ 377 bilhões, apresentando estabilidade no trimestre e um crescimento de 6,5% em relação ao ano anterior.
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