O presidente do Senado disparou críticas ao ser pressionado sobre propostas de alto impacto fiscal. Alcolumbre disse estar cansado de carregar sozinho o peso das decisões polêmicas no Congresso.
No dia 17 de junho de 2026, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, fez declarações contundentes sobre a responsabilidade em relação às pautas de elevado impacto fiscal que estão em discussão no Congresso. Ele afirmou que não aceita ser o único a carregar essa responsabilidade, referindo-se às chamadas pautas-bomba.
Durante uma sessão, Alcolumbre comentou sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa criar aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. Ele expressou seu descontentamento, dizendo estar “cansado” das cobranças que são direcionadas exclusivamente à presidência do Senado.
“É impossível um presidente do Senado ser o único responsável por prejudicar a vida de 400 mil agentes. Eu não percebi no ano passado ninguém dizendo que isso era uma bomba fiscal muito grande”, declarou Alcolumbre. “Estou cansado de ser cobrado todos os dias como o homem que está desestabilizando as contas públicas brasileiras.”
A fala do senador vem em um momento de tensão entre o Congresso e o Palácio do Planalto, especialmente em relação a projetos que são considerados de alto custo para os cofres públicos. Recentemente, o Senado avançou na tramitação de propostas, incluindo a PEC dos agentes comunitários de saúde, a renegociação das dívidas rurais e o reajuste dos pisos salariais de médicos e dentistas. Essas iniciativas, no entanto, enfrentaram resistência da equipe econômica do governo, que alertou sobre o impacto fiscal que elas poderiam causar.
O governo, por sua vez, se manifestou através do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que indicou a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal para contestar essas propostas, alegando que elas violam a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Alcolumbre também se pronunciou sobre o andamento da PEC que busca ampliar a autonomia do Banco Central, afirmando que a matéria já está pronta para ser analisada pelo plenário. “Vou conversar sobre a possibilidade de votarmos essa matéria”, prometeu o presidente do Senado. “Vou ligar para todos os senadores e me comprometo que a decisão da presidência é trazer essa matéria o mais rápido possível.”
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