Roberta Luchsinger afirma sofrer perseguição por ser próxima ao filho do presidente. Ela é investigada na Operação Sem Desconto, que apura fraudes milionárias no INSS.
Roberta Luchsinger, uma empresária e consultora na área da saúde, fez declarações impactantes sobre sua situação atual, onde se vê criminalizada em decorrência de sua amizade com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Durante uma entrevista, Roberta compartilhou seu ponto de vista sobre as investigações em curso que envolvem a Polícia Federal e a Operação Sem Desconto, que busca esclarecer possíveis desvios no INSS.
A investigação não apenas examina as atividades de Roberta, mas também a proximidade de Lulinha com o empresariado, especialmente com António Camilo, o chamado “Careca do INSS”. Em suas declarações, Roberta enfatizou que sua relação com Lulinha é genuína e não depende do status político de seu pai, o presidente Lula. “Minha melhor amiga”, afirmou, referindo-se a Renata, esposa de Lulinha, com quem mantém uma amizade de longa data.
Em seu depoimento à Polícia Federal, Luchsinger confirmou ter apresentado Lulinha a António, mas foi enfática ao dizer que não havia qualquer intenção de realizar negócios entre eles. “Jamais apresentei os dois com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais”, destacou.
Roberta também comentou sobre uma consultoria que prestou ao ex-executivo, no valor de R$ 1,5 milhão, afirmando que, na época, António era uma figura sem máculas. “Quando meus advogados levantaram os antecedentes do António e da empresa dele para assinarmos o contrato, não havia um único processo”, disse. No entanto, ela revelou que o contrato foi encerrado após as primeiras denúncias de fraudes.
A minha amizade com Fábio e Renata é de verdade, forte. Independe de o pai dele estar ou não presidente. Sou aquela amiga das horas boas e ruins.
Roberta se disse disposta a abrir todos os detalhes de sua vida financeira e fiscal, que abrangem os últimos 20 anos, para demonstrar que não houve transferências irregulares. Contudo, ela também relatou episódios de desconforto durante a operação da Polícia Federal em seu apartamento, onde agentes teriam danificado móveis e intimidado sua funcionária. A empresária formalizou uma reclamação no STF sobre o que considera abusos durante a busca e apreensão.
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