Na sessão de 22/09/2026, ETFs spot de Bitcoin e Ethereum nos EUA receberam quase US$ 877 milhões em captações líquidas. Bitcoin atraiu US$ 714,7 mi e Ethereum US$ 162 mi, totalizando mais de 7.000 BTC e 67.000 ETH.
Os ETFs spot de Bitcoin e Ethereum nos Estados Unidos atraíram um total combinado de quase US$ 877 milhões em capital novo na sessão de 22 de setembro de 2026. Naquele pregão, os fundos de Bitcoin captaram US$ 714,7 milhões (aproximadamente R$ 3,86 bilhões ao câmbio de R$ 5,40) e os equivalentes de Ethereum somaram cerca de US$ 162 milhões (aproximadamente R$ 874,8 milhões).
O volume do dia equivaleu a mais de 7.000 BTC e 67.000 ETH em compras líquidas, consolidando uma sequência positiva de quatro dias que acumulou entre US$ 2,1 bilhões e US$ 2,3 bilhões desde 17 de setembro. Esse movimento começou poucos dias depois de os ETFs de Bitcoin registrarem resgates de mais de US$ 450 milhões em 15 de setembro.
No detalhamento por produto, entre os fundos de Bitcoin o IBIT da BlackRock liderou as entradas líquidas com US$ 350,3 milhões (R$ 1,89 bilhão), seguido pelo FBTC da Fidelity com US$ 257,4 milhões (R$ 1,39 bilhão) e pelo MSBT da Morgan Stanley com US$ 99 milhões (R$ 534,6 milhões). No segmento de Ethereum, o ETHA da BlackRock captou US$ 88,1 milhões (R$ 475,7 milhões), o FETH da Fidelity teve US$ 33,6 milhões (R$ 181,4 milhões) e o mini trust da Grayscale adicionou US$ 27,3 milhões (R$ 147,4 milhões).
A concentração de fluxo nos produtos da BlackRock apareceu novamente como um padrão recorrente desde o lançamento desses ETFs, refletindo preferência por produtos com liquidez e escala maiores.
Em termos acumulados, as entradas líquidas nos ETFs spot de Bitcoin dos EUA chegaram a aproximadamente US$ 56,9 bilhões e os ativos sob gestão da categoria somaram entre US$ 110,8 bilhões e US$ 111 bilhões, o que representa cerca de 6,4% de toda a capitalização de mercado do Bitcoin. Um dia antes, em 21 de setembro, os ETFs de Bitcoin já haviam registrado US$ 999 milhões em entradas líquidas, o maior fluxo diário de 2026 até então.
Durante esse período, o Bitcoin era negociado acima de US$ 86.000 e chegou a superar brevemente os US$ 87.000, níveis que o ativo não tocava desde janeiro. Pesquisas de mercado mais amplas indicaram que alocadores institucionais mantiveram exposição a criptoativos mesmo durante uma queda de cerca de 50% entre outubro de 2025 e abril de 2026, com alocações típicas entre 1% e 2% do patrimônio investível — um contexto que ajuda a explicar a preferência crescente por ETFs à vista.
Para investidores e observadores do mercado, os dados de 22 de setembro reforçaram sinais de demanda institucional acelerada e a importância de acompanhar fluxos diários e composição de produtos. A leitura prática é manter atenção à liquidez, às diferenças entre produtos e ao papel das alocações institucionais na formação de preços, sem perder de vista que movimentos de curto prazo podem variar significativamente.
Fonte: CriptoFacil
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