A Justiça Federal de São Paulo atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) e decretou a prisão preventiva de Victor Henrique de Oliveira Shimada, que é um dos alvos de sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos devido a seu suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Na semana passada, a prisão temporária de Shimada havia sido decretada, mas agora a Justiça converteu essa condição para a prisão preventiva, o que significa que ele permanece foragido.
A prisão temporária é uma medida restritiva que limita a liberdade de um suspeito por um tempo determinado, com o objetivo de não prejudicar a investigação policial. Em contrapartida, a prisão preventiva priva o acusado da liberdade antes de uma eventual condenação, sendo uma ferramenta importante para assegurar a integridade das investigações e do processo judicial.
A conversão da prisão temporária em preventiva implica que, se Shimada for preso, ele não terá um prazo definido para ser libertado, a menos que essa situação seja revertida por uma nova decisão judicial.
A defesa de Shimada declarou que está ciente da decisão judicial e que irá analisar o caso antes de tomar os próximos passos. “Concluída essa análise, a defesa adotará todas as medidas jurídicas e processuais que entender cabíveis, inclusive visando à revogação da prisão preventiva”, afirmou a nota.
Além disso, a defesa reafirmou seu compromisso com o devido processo legal, garantindo que tomará todas as providências necessárias para assegurar o pleno exercício do direito de defesa.
Em um desdobramento relacionado à Operação Exchange, deflagrada pela PF na sexta-feira, 3, Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, prima e secretária de Shimada, foi solta na terça-feira, 7. Neste caso, a Justiça decidiu não converter sua prisão temporária em preventiva.
A defesa de Stella expressou que respeita a decisão judicial, por entender que ela se alinha rigorosamente aos pressupostos legais das medidas cautelares.
No dia 1º de julho, o Departamento de Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções contra Shimada, Stella e três empresas brasileiras, com base em supostas ligações com uma rede de lavagem de dinheiro que estaria ligada ao PCC. Essa foi a primeira ação tomada pelos EUA após a Casa Branca classificar o grupo criminoso brasileiro como uma organização terrorista.
As investigações, conduzidas pelos EUA, indicam que Shimada atuou como um elo entre membros do PCC e traficantes internacionais de drogas, sendo acusado de ter lavado mais de US$ 30 milhões provenientes de atividades criminosas em diversas cidades norte-americanas, utilizando criptomoedas e repassando esses recursos ao Brasil.

